Brian Greene é um dos mais consagrados estudiosos da formação, evolução, estrutura e destino do cosmo. Em O tecido do cosmo, após familiarizar os leitores com os conceitos básicos sobre a estrutura e a evolução do universo, o jovem professor da Universidade Columbia descreve os últimos desenvolvimentos da cosmologia e as teorias mais avançadas sobre o assunto.
Em linguagem clara e didática, sem recorrer a equações e fórmulas complicadas, o autor centraliza a sua análise na teoria das supercordas, na qual hoje se concentram as melhores esperanças de que cheguemos, ainda no transcurso de nossas vidas, a um entendimento verdadeiramente profundo da natureza dos componentes básicos do universo e de sua relação com o espaço e o tempo.
O espaço e o tempo prendem a imaginação mais do que qualquer outro tema científico. E por boas razões. Eles compõem o cenário da realidade, o verdadeiro tecido do cosmo. Toda a nossa existência — tudo o que fazemos, pensamos e vivenciamos — ocorre em alguma região do espaço durante algum intervalo de tempo.
Contudo, a ciência ainda está tentando compreender o que são, na verdade, o espaço e o tempo. Serão eles entidades físicas reais ou simplesmente ideias úteis? Se forem reais, serão elementares ou terão componentes ainda mais básicos? Que se pode entender por espaço vazio? O tempo teve um início? Ele tem um sentido, como uma seta, que viaja inexoravelmente do passado para o futuro, tal como indica a nossa experiência cotidiana? Poderemos manipular o espaço e o tempo?
Neste livro, acompanharemos trezentos anos de pesquisas científicas apaixonadas, que buscam dar respostas, ou pelo menos sugestões de respostas, a essas perguntas básicas e profundas a respeito da natureza do universo.
Nossa viagem também nos levará, repetidas vezes, a outra questão, estreitamente relacionada com esta e tão abrangente e difícil como ela: o que é a realidade? Nós, seres humanos, só temos acesso às experiências internas da percepção e do pensamento.
Como podemos, então, estar certos de que essas experiências internas refletem verdadeiramente o mundo exterior? Os filósofos se dedicaram a esse problema há muito tempo. O cinema o popularizou, com histórias sobre mundos artificiais, gerados por estímulos neurológicos sofisticados, que existem somente nas mentes dos protagonistas.
E os físicos, como eu, têm a nítida consciência de que a realidade que observamos — a matéria que evolui no cenário do espaço e do tempo — pode ter muito pouco a ver com a realidade externa, se é que ela existe.

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