Poetisa, professora primária. Iniciou os seus estudos em São Tomé, tendo-os prosseguido em Vila Nova de Gaia e completado em Lisboa (1951). Em 1965-1966, esteve três meses presa em Portugal por atividades políticas, após o que regressou a São Tomé, com residência fixa na Ilha do Príncipe, onde exerceu o magistério primário. Com a independência de São Tomé, foi ministra da Educação e Cultura, ministra da Informação e presidente da Assembleia Popular.
O seu primeiro poema publicado foi incluído por Francisco José Tenreiro e Mário de Andrade no caderno Poesia Negra de Expressão Portuguesa (Lisboa, 1953), a que se seguiria a Antologia da Poesia Negra de Expressão Portuguesa, do segundo daqueles autores (Paris, 1958).

Um povo em marcha, que avança, no solo sagrado da terra, realizou uma etapa vitoriosa da missão histórica, que determinou o processo de desenvolvimento revolucionário das forças produtivas que culminou com o triunfo da conquista da Independência Nacional.
O contexto determinante da presença no mundo, em luta contra o padrão colonial de exploração capitalista, feroz e ultrapassado nos seus métodos, uniu os povos africanos dominados pela potência colonial portuguesa, numa frente de luta conjunta no eclodir das primeiras independências dos povos africanos subjugados pelas outras potências do Ocidente.
Esse contexto determinou o compromisso dos povos africanos dessa região do continente, que encetaram a “Grande Marcha” liderada pelos movimentos nacionalistas de cada um desses países, decididos a varrerem o colonialismo do solo pátrio e a abolirem duma vez para sempre a exploração do homem pelo homem.
Prestando homenagem ao grande líder do PAIGC, Camarada Amílcar Cabral, não resistimos a transcrever o significado dessa batalha dura pela libertação do homem: “A luta dos povos pela libertação nacional e pela independência, contra a dominação imperialista tornou-se uma força imensa do progresso da humanidade, constituindo sem dúvida nenhuma, uma das características essenciais da história do nosso tempo”.
O Solo sagrado da Terra é uma contribuição da identidade socio-política e cultural do país insular “na encruzilhada das rotas atlânticas”, ao processo imparável da humanidade no sentido de romper as contradições que situam os povos no combate sem tréguas para se situarem “no mesmo lado da canoa”.

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