Lucia Santaella apresenta em Culturas E Artes Do Pós-Humano o fruto de suas reflexões desde que a passagem da cultura de massas para a cultura das mídias fertilizou gradativamente o terreno sociocultural para o surgimento da cultura digital, ora em curso.
Ela deseja com Culturas E Artes Do Pós-Humano contribuir com sugestões de respostas às questões que estão no centro da atenção daqueles que têm sido movidos pelo desejo da pesquisa sobre os temas do ciberespaço, cibercultura e ciberarte: O que está acontecendo à interface ser humano-máquina e o que isso está significando para a comunicação e a cultura do início do século 21?
As respostas para essas questões, sempre tentativas em tempos de incerteza, pretendem repensar o humano neste alvorecer do vir-a-ser tecnológico do mundo. Os meios para esse repensamento vêm da história das novas tecnologias, da filosofia, da psicanálise, da comunicação e semiótica e, sobretudo, da arte.
Lucia Santaella, em 1992, lançou o livro Cultura das mídias, e, em 2003, Culturas E Artes Do Pós-Humano, em linha de continuidade com a pesquisa iniciada em 1992. Preocupada com o andamento da cultura das mídias e com as profundas transformações na cultura de massa e na Indústria Cultural, Lucia Santaella se propôs a analisar esse processo.
A obra esta dividida em 14 capítulos, sendo que a introdução explana sobre onde surgiu a ideia da continuidade da pesquisa já iniciada em 1992, as preocupações em relação cultura de mídias e sua evolução ate os dias de hoje.
É a proposta de Culturas E Artes Do Pós-Humano. Mas o que chama atenção na leitura do livro, é que a autora estabelece uma ligação muito forte com as artes visuais, sendo que uma de suas hipóteses em que se norteou é que o artista sabe das mutações socio-culturais, sem saber que sabe.
Segundo a autora […] “é , de fato, uma espécie de teoria não-verbal e poética que os artistas criam na sua aproximação sensível dos enigmas do real. Temos de prestar atenção no que os artistas estão fazendo. Pressinto que são eles que estão criando uma nova imagem do ser humano no vórtice de suas atuais transformações. São os artistas que tem nos colocado frente a frente com a face humana das tecnologias.”

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