Nesta Antologia Poética, podemos apreciar passagens consagradas da encantadora rota lírica de Cecília Meireles. Escolhidos pela própria autora, os poemas aqui reunidos nos levam a vislumbrar diferentes fases de sua vasta obra. Por este motivo, o livro é oportunidade ímpar para se ter uma ampla noção do primor que configuram seus versos. Ao fim da leitura, percebe-se que Cecília, por meio de uma erudição invejável, versifica temas como amor e a saudade de forma única.
Nesta Antologia Poética, Cecília elenca versos de outros livros fundamentais, como Mar absoluto, Retrato natural, Amor em Leonoreta, Doze noturnos da Holanda, O Aeronauta, Pequeno oratório de Santa Clara, Canções, Metal rosicler e Poemas escritos na Índia.
De posse dessa bússola precisa que é a Antologia Poética de Cecília Meireles, o leitor velejará de forma privilegiada, conhecendo as habilidades e as sensibilidades de uma das maiores timoneiras do verso em língua portuguesa.
Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no dia 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Aos 3 anos de idade perdeu a mãe e não chegou a conhecer o pai, que morreu antes de seu nascimento. Órfã, foi criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides. Casou-se em 1922 com Fernando Correia Dias, um artista plástico com quem teve três filhas. O marido cometeu suicídio em 1935 em razão da depressão. Viúva, casou-se novamente em 1940 com Heitor Vinícius da Silveira Grilo, professor e engenheiro agrônomo. Faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 1964.
Foi poeta, ensaísta, cronista, folclorista, tradutora e educadora. Em 1919, a autora publica seu primeiro livro de poemas intitulado Espectros. Em 1934, Cecília organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Em 1939, a autora é agraciada com o Prêmio de Poesia Olavo Bilac concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo livro Viagem. Entre os prêmios que recebeu, estão ainda: Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962; e, no ano seguinte, ganhou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro Poemas de Israel, concedido pela Câmara Brasileira do Livro; no ano de sua morte, recebeu ainda o Jabuti de poesia pelo livro Solombra; e em 1965, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.

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