Edmund De Waal – O Caminho Da Porcelana

A jornada de um escritor para entender a obsessão humana pela arte e pela riqueza.
Com uma escrita ao mesmo tempo íntima e abrangente, Edmund de Waal desenha um mapa do melhor e do pior da humanidade através de um material tão insuspeito quanto a porcelana. Um misto de livro de memórias, relato histórico e trabalho de detetive, O caminho da porcelana retrata a atração pela alquimia, pela arte, pela riqueza e pelo talento em diferentes séculos e continentes.
Escritor premiado, Edmund de Waal é também um artista plástico de sucesso que, há quatro décadas, dedica-se a trabalhar com a porcelana. Movido pela necessidade de entender seu fascínio por esse raro material, ele inicia uma jornada que o levará a percorrer diversas épocas e países — como China, Alemanha, Itália, França, Inglaterra e Estados Unidos —, entrando em contato com as emoções humanas que instigaram alguns dos momentos mais sublimes e sombrios da história mundial.
Uma vez mais De Waal aproveita a viagem no presente para recuar a um passado longínquo onde cabem, por exemplo, as histórias de Marco Polo, ele que foi o autor da primeira referência à porcelana no Ocidente. Aliás, o nome porcelana terá vindo da terra de Marco Polo, nascido a partir de um piropo: “…vem do calão dos pequenos rufias de Veneza, um vulgar assobio à passagem de uma mulher bonita.”
Ao pegar no vaso de Gainières-Fonthill, o autor e artista volta a perguntar-se qual será a melhor forma de começar e o melhor caminho a seguir, sempre com a convicção clara de que não deverá seguir os passos de um trilho já atravessado – ao mesmo tempo que elenca vários dos possíveis perigos.
Ao mesmo tempo que vai colecionando objetos brancos, tendo em vista uma exposição sua que terá lugar na cidade de Nova Iorque, Edmund De Waal conta uma história pessoal por entre esta rota da porcelana, juntando-lhe fotos, mapas, ilustrações, citações e excertos de livros antigos, com muitos pormenores técnicos e apontamentos históricos que parecem retratos vivos. No final, depois de uma longa jornada e de mais um objetivo cumprido, De Waal passa da escrita ao trabalho de artesão, regressando assim ao seu mundo primordial.

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