Em uma linguagem atraente e acessível, Alan Lightman revela a intimidade, as paixões, os impasses e os estilos de trabalho dos homens e mulheres que realizaram as principais descobertas científicas do século XX.
Neste livro cativante e lúcido, o cientista e escritor Alan Lightman nos apresenta 24 grandes descobertas científicas do século XX – da teoria da relatividade ao mapeamento da estrutura do DNA – que mudaram radicalmente nossa percepção do mundo e o lugar que ocupamos nele.
Fazem parte da lista nomes como Albert Einstein, Alexander Fleming, Hans Krebs, James Watson, Max Planck, Ernest Rutherford, Niels Bohr, Henrietta Leavitt e Linus Pauling. Com uma perspicácia notável, Lightman mapeia a paisagem intelectual e emocional de cada época, retrata o drama humano da descoberta e explica o significado e o impacto de cada trabalho.
Sem dúvida trata-se de uma escrita científica do mais alto nível: bela, lírica e totalmente acessível, que recria o maravilhoso processo das descobertas diante de nossos olhos.
A necessidade de encontrar, inventar, conhecer o desconhecido, parece tão profundamente humana que não podemos imaginar nossa história sem ela. No fim, esse desejo profundo acaba por superar o medo do desconhecido, o medo dos deuses, até mesmo o medo do perigo pessoal e da morte.
O que resta é a emoção da descoberta. Sentimos essa exultação no cubismo de Pablo Picasso, no fluxo de consciência de James Joyce e Virginia Woolf, e nos experimentos com escalas pentatônicas no jazz de Chick Corea e John Coltrane — exatamente como ocorre nas grandes descobertas geográficas de novos mares e terras.
As descobertas científicas abalam noções importantes, e não só sobre ciência, mas também sobre a própria existência humana. Albert Einstein, por exemplo, redefiniu nossa noção de tempo. Hans Krebs revelou o ciclo químico universal que provê energia a cada célula em cada planta e animal do planeta — forte evidência de uma origem de vida em comum.
Jerome Friedman ajudou a descobrir o quark, que se acredita ser uma das unidades indivisíveis da matéria. Paul Berg desenvolveu a primeira técnica para modificar genes e criar formas de vida alteradas pela ação humana. Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico, fazendo a humanidade progredir na eterna luta contra a doença e a mortalidade. Heisenberg apresentou seu famoso princípio da incerteza, mostrando que o futuro não pode nunca ser totalmente previsto a partir do passado.

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