A presente publicação reúne sete das dez comunicações apresentadas durante as VII Jornadas Cinema em Português que decorreram entre 5 e 7 de novembro de 2014 na UBI, organizadas pelo Labcom.IFP, da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior.
Ao longo da última década, o cinema português tem sido uma preocupação central dos cursos de licenciatura e mestrado em Cinema da UBI, procurando contribuir para uma reflexão sobre o passado, o presente e o futuro da prática cinematográfica entre nós e dando continuidade a um projeto desenvolvido pelo LabCom.IFP, na linha de investigação dedicada ao cinema, visando promover o encontro regular de estudiosos e investigadores do cinema que é feito em Portugal e no universo de países que partilham a língua portuguesa.
Para além da natural importância para os alunos de Cinema da própria instituição, as Jornadas Cinema em Português têm-se consolidado nacional e internacionalmente como um espaço privilegiado e reconhecido de fórum sobre problemáticas atuais que juntam investigadores e professores que se dedicam ao estudo do cinema em língua portuguesa, com abordagens diversas.
Mais recentemente, e devido ao crescente interesse de investigadores estrangeiros, particularmente brasileiros, as Jornadas Cinema em Português têm alargado a discussão aos casos das cinematografias produzidas em territórios onde o português é língua oficial ou dominante, procurando integrar estas obras como um exemplo das novas dinâmicas artísticas, culturais e sócio-económicas que têm marcado os anos mais recentes.
Respeitando o seu próprio histórico, a sétima edição das Jornadas Cinema em Português trouxe a debate questões atuais e pertinentes para a reflexão sobre as produções e relações cinematográficas entre os diversos países que falam em português, procurando reunir esforços para ensaiar hipóteses de leitura conjunta e complementar.
A imagem escolhida para a capa da presente publicação é também uma homenagem ao cineasta Manoel de Oliveira, figura maior do cinema que faleceu este ano. Presente em quase todas as edições das Jornadas, Manoel de Oliveira foi o mote para a edição inicial, em dezembro de 2008, quando se assinalou o centenário do seu nascimento. Apesar de desaparecer fisicamente, o seu génio ficará imortalizado na sua obra cinematográfica.

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