A partir dos olhar de um vendedor ambulante, Pamuk faz declaração de amor a Istambul em novo romance.
O principal personagem da obra de Orhan Pamuk não costuma ser uma pessoa, mas uma cidade: Istambul. Em Uma sensação estranha não é diferente. A transformação da cidade ao longo de várias décadas é apresentada pelos olhos de um vendedor ambulante, Mevlut, que passeia pelas ruas com potes de iogurte, arroz, ervilha e boza – uma bebida turca típica, feita com trigo fermentado. Nascido num pobre vilarejo, Mevlut sai de casa aos doze anos rumo à cidade grande. Ali começa uma série de tentativas falhas de estudar, abrir negócios, engajar-se politicamente. Quando Mevlut chega à meia-idade, todos a seu redor estão de olho nas benesses fugazes de uma Turquia que se moderniza. Em Uma sensação estranha, Pamuk pinta um quadro brilhante da vida entre os recém-chegados que transformaram Istambul ao longo dos últimos cinquenta anos.

Ferit Orhan Pamuk, conhecido apenas como Orhan Pamuk (Istambul, 7 de Junho de 1952), é um escritor e professor de literatura da Universidade Columbia turco; vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2006, sendo o primeiro turco a ter ganho um Nobel e o escritor de maior sucesso comercial de seu país. Seus trabalhos foram traduzidos em mais de cinquenta línguas e além do Nobel ele já recebeu vários outros prêmios notórios como o Sonning Prize em 2012 e o International Dublin Literary Award em 2003.
Pamuk nasceu em Istambul em 1952 e cresceu em uma abastada família burguesa em declínio, uma experiência que ele descreve na passagem de romances seus como O Livro Negro e O Senhor Cevdet e Seus Filhos, bem como mais profundamente no seu Istambul: Memórias e a Cidade. Teve uma educação no Robert College da Turquia e passou a estudar arquitetura na Universidade Técnica de Istambul. Abandonando a escola de arquitetura três anos depois, tornou-se escritor em tempo integral e, em 1976, graduou-se no Intituto de Jornalismo da Universidade de Istambul. Dos 22 a 30 anos, Pamuk conviveu com sua mãe, escreveu seu primeiro romance e tentou encontrar uma editora para a publicação.
Em 1 de março de 1982, Pamuk casou-se com Aylin Turegen, historiadora. De 1985 a 1988, enquanto sua esposa graduava a Universidade Columbia, Pamuk adquiriu o direito de visitar a instituição e utilizou este tempo para realizar pesquisas e escreveu seu romance O Livro Negro.

Deixe uma resposta