Liev Tolstoi – Deus Vê A Verdade Mas Espera & O Poder Da Infância

Posted on Posted in Literatura Estrangeira

Por muitos considerado o maior romancista da literatura russa, Liev Tolstói deixou também diversas narrativas breves, entre as quais fábulas, apólogos e contos.
Deus vê a verdade mas espera é um conto que reflete a desesperadora situação de um homem injustamente acusado de homicídio. Condenado a trabalhos forçados na Sibéria, é por todos esquecido. Mas, certo dia, aparece no presídio um detento que, sabendo quem é o verdadeiro assassino, o lançará num dilema moral cruciante.
No comovente conto O poder da infância, um prisioneiro, que seria sumariamente justiçado pela população revoltada, era um dos que, durante a guerra civil, lutavam ao lado das autoridades. Todavia, a caminho do patíbulo, um menininho de seis anos — o seu filho — vai ao seu encontro e interfere em seu destino.

Liev Nikoláievich Tolstói, mais conhecido em português como Leon, Leo ou Liev Tolstói (Yasnaya Polyana, Rússia Imperial, 9 de setembro de 1828 — Astapovo, Rússia Imperial, 20 de novembro de 1910), foi um escritor russo, amplamente reconhecido como um dos maiores de todos os tempos.
Nascido em 1828, em uma família aristocrática, Tolstói é conhecido pelos romances Guerra e Paz (1869) e Anna Karenina (1877), muitas vezes citados como verdadeiros pináculos da ficção realista.
Ele alcançou aclamação literária ainda jovem, primeiramente com sua trilogia semi-autobiográfica, Infância, Adolescência e Juventude (1852-1856) e por suas Crônicas de Sebastopol (1855), obra que teve como base suas experiências na Guerra da Crimeia. A ficção de Tolstói inclui dezenas de histórias curtas e várias novelas como A Morte de Ivan Ilitch (1886), Felicidade Conjugal (1859) e Hadji Murad (1912).Ele também escreveu algumas peças e diversos ensaios filosóficos.
Durante a década de 1870, Tolstói experimentou uma profunda crise moral, seguida do que ele considerou um despertar espiritual igualmente profundo, conforme descrito em seu trabalho não-ficcional A Confissão (1882).
Sua interpretação literal dos ensinamentos éticos de Jesus, centrada no Sermão da Montanha, fez com que ele se tornasse um fervoroso anarquista cristão e pacifista. As ideias de Tolstói sobre resistência não-violenta, expressadas em obras como O reino de deus esta em vós (1894), teriam um impacto profundo em figuras centrais do século 20 como Wittgenstein, William Jennings Bryan e Gandhi.
Tolstói também se tornou um defensor dedicado do Georgismo, filosofia econômica de Henry George, incorporada em sua obra intelectual, sobretudo em seu último romance Ressurreição (1899).

Deixe uma resposta