História da riqueza do homem tem um duplo objetivo. É uma tentativa de explicar a história pela teoria econômica e a teoria econômica pela história. Leo Huberman assim justificou a criação de sua História da Riqueza do Homem – explicação esta sem razão de ser.
Se a simples citação da palavra “economia” provoca bocejos entre os jovens numa sala de aula, ler o livro de Huberman, porém, remete o leitor ao desenvolvimento da sociedade humana impulsionado por sangue, revoluções, traições e pactos selados, principalmente, por homens de visão.
Pensado anteriormente para leitores juvenis, História da Riqueza do Homem terminou por expandir seu alcance até tornar-se um clássico obrigatório. Cobrindo da Idade Média até o nascimento do nazifascismo, a saga da economia mundial, infelizmente, encerrava-se em meados dos anos 1930.

História da riqueza do homem tem duplo objetivo. É uma tentativa de explicar a história pela teoria econômica e a teoria econômica pela história. Essa inter-relação é importante — é necessária.
O ensino da história se ressente quando pouca atenção se dispensa ao seu aspecto econômico; e a teoria econômica se torna monótona quando divorciada de seu fundo histórico.
A “Ciência triste” continuará triste enquanto ensinada e estudada num vácuo histórico. A lei da renda de Ricardo é, em si, difícil e insípida.
Mas situada em seu contexto histórico, vista como uma batalha na luta entre proprietários de terras e industriais, na Inglaterra do início do século XIX, ela se tornará animada e significativa.
História da riqueza do homem não pretende ser exaustivo. Não é uma história econômica nem uma história do pensamento econômico — mas um pouco de ambas.
Tenta explicar, em termos de desenvolvimento das instituições econômicas, por que certas doutrinas surgiram em determinado momento, como se originaram na própria estrutura da vida social, como se desenvolveram, mudaram e foram ultrapassadas ao alterar esses padrões estruturais.
Desejo expressar meu profundo agradecimento às seguintes pessoas: minha esposa, que me auxiliou de inúmeras formas, muitas para serem mencionadas; o Dr. Meyer Schapiro, por sua crítica do original e sugestões incentivadoras; a Srta. Sybil May e o Sr. Michael Ross por suas opiniões firmes e críticas construtivas que me evitaram muitos erros de julgamento e de fatos. Devo um agradecimento especial à Srta. Jane Trabiskj, uma vez que suas pesquisas cuidadosas e vasto conhecimento no campo da História e Economia foram de ajuda incalculável. Sem sua assistência, este livro não poderia ter sido escrito.

   

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