Este livro tem a intenção, como o próprio título já pronuncia, mostrar a filosofia sob diversos olhares. Esse volume será o primeiro de uma série. Os autores, que aqui dão as suas contribuições, são docentes do curso de mestrado e da graduação em filosofia. Também contribuem alunos do mestrado e da graduação em Filosofia da UERN.
Os artigos são uma forma propedêutica de apresentar em primeiro lugar aos alunos da graduação, do mestrado e ao público em geral, os diferentes olhares dentro da filosofia sobre temas que tocam diretamente a existência humana.
O primeiro artigo, intitulado Mal e conhecimento na filosofia cartesiana, do Prof. Dr. Galileu Galilei (UERN), mostra em que sentido o conhecimento torna-se um problema em Descartes e como a filosofia cartesiana se liga à questão filosófica do mal.
O segundo, Giordano Bruno: a “filosofia nolana” contra a “filosofia vulgar”, do Prof. Dr. José Teixeira (UERN) e da discente do Curso de Licenciatura em Filosofia (UERN), Jeniffer Lopes Batista, é fruto de um Projeto de Pesquisa ligado ao Departamento de Filosofia da UERN Campus Caicó-RN, intitulado: Giordano Bruno (1548-1600): o Universo infinito e os infinitos mundos. Esse artigo mostra como as concepções infinitistas, a distinção entre a “filosofia nolana” e a “filosofia vulgar” e as principais concepções cosmológico-filosóficas de Giordano Bruno, filósofo italiano, serão objetos desse capítulo. Para tal, utilizaremos três de seus diálogos italianos, a saber: A ceia de cinzas; A causa, o princípio e o uno e Acerca do infinito, do universo e dos mundos.
O terceiro artigo sobre Interação da teologia com a filosofia e as ciências: exigências e tarefas atuais na relação entre fé e razão, à luz da encíclica Fides et Ratio do prof. Dr. Francisco de Assis Costa da Silva (UERN-CDS), mostra a importância da filosofia em relação a fé. Ele insiste a filosofia e alerta para os diferentes perigos que são o ecletismo, o historicismo, o cientificismo, o pragmatismo e o nihilismo. O escrito ressalta, também, o relacionamento da teologia com os diversos campos do saber, destacando a necessidade de interdisciplinaridade e diálogo.
Busca-se demonstrar que a fé e a razão não se configuram como duas realidades justapostas, para as quais é necessário determinar os confins, mas como uma única realidade que é aquela do homem total. Excluir um dos dois horizontes equivale a negar ao homem a sua plenitude.

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