Era uma vez uma época de otimismo e esperança. Anos dourados que fizeram a população negra norte-americana sonhar com uma vida melhor.
Um momento em que compositores, intérpretes, músicos e produtores criaram canções cheias de suingue, sensualidade e outros elementos típicos da tradição da música negra dos Estados Unidos.
Foram baladas românticas e verdadeiros hinos na luta pelos direitos civis que nasceram de uma cultura que já tinha inventado o blues, o jazz e o rock’n’roll.
Esse tipo de canção foi chamado de soul music e expressou o orgulho de ser negro num mundo em que o preconceito racial era respaldado por leis.
Os talentos de Ray Charles, James Brown, Berry Gordy Jr., Marvin Gaye, Stevie Wonder, Aretha Franklin, Otis Redding, The Supremes, Jackson 5, Sam Cooke, Booker T & the M.G.s., The Funk Brothers e The Temptations, entre outros, e as gravadoras Motown, Atlantic e Stax fizeram da soul music um sucesso mundial.
Mesmo após o fim de sua fase dourada, a música soul permaneceu influente e matriz de boa parte do que é feito dentro do rhythm’n’blues. Prova disso foram os sucessos de Diana Ross e Michael Jackson nas décadas de 1970 e 1980, o permanente resgate de seus elementos e de sua tradição com Mary J. Blige, Jay-Z, Seal e John Legend, entre outros, e o seu “renascimento” no começo do século 21 nos trabalhos de artistas como Joss Stone e Amy Winehouse.
Este livro é uma introdução à soul music. Além de contar a história do gênero, ele procura mostrar a importância e a influência que ele tem na música popular pelo planeta.
As canções da soul music ainda são perfeitas para embalar romances e festas, e já foram fundamentais para elevar a auto-estima da população negra e para amplificar as vozes que lutaram contra a segregação racial.
Para saber como ela tem conseguido fazer tudo isso, escolha uma trilha sonora, aproveitando as dicas que estão no final do livro, e descubra nas próximas páginas o que é soul music.

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