As memórias, identidades e linguagens construídas ao longo da história do rádio no Brasil são temas dessa coletânea. Fruto de pesquisa e diálogo fomentado pelo programa de pós-graduação em história da Universidade Federal de Uberlândia, o livro 90 anos do rádio no Brasil atende ao público acadêmico, profissionais da comunicação e ouvintes.
O rádio já passou de seus 90 anos de instalação no Brasil. De forma oficial, seu início foi em 1923 a partir do surgimento de duas emissoras: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e a Rádio Clube de Pernambuco (ambas começaram suas transmissões regulares naquele ano).
Nos dias 3, 4 e 5 de dezembro de 2013, para comemorar os 90 anos de rádio no Brasil, a Universidade Federal de Uberlândia realizou o Seminário Nacional 90 anos de Rádio no Brasil.
A partir dos textos e comunicações enviados para apresentação, bem como das temáticas debatidas nas palestras e mesas-redondas, a comissão organizadora do evento apresenta esta coletânea, esperando oferecer ao público acadêmico e não acadêmico a publicização de pesquisas e diálogos em torno da história do Rádio no Brasil, destacando memórias, identidades e linguagens construídas ao longo de sua trajetória por diferentes olhares e audições.
A pesquisa em rádio no Brasil teve seu início efetivo nos anos 1980. Até então, as produções eram isoladas, capitaneadas, principalmente, por profissionais da comunicação. Em 1991, a criação de um grupo, pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), com o objetivo de pesquisar exclusivamente o rádio, catapultou a área como lócus privilegiado de investigação.
Moreira lembra que, até a década de 1970, “a maioria dos livros, ensaios e artigos publicados sobre a radiodifusão nacional tinha como autores profissionais atuantes, pioneiros do meio ou interessados na técnica da transmissão eletrônica de áudio”.
Del Bianco e Zuculoto destacam que, além da criação do grupo, o aumento da pesquisa em rádio, no Brasil, se deu também a uma espécie de redescoberta dos recursos radiofônicos, com a proliferação de novos gêneros e à popularização das rádios livres, colocadas no ar sem permissão oficial.

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