Paulo César Boni (Org.) – Fotografia: Usos, Repercussões E Reflexões

Este livro reúne o resultado de estudos sobre fotografia realizados por pesquisadores de diversas instituições de ensino superior brasileiras.
Nos textos aqui publicados, são propostas novas metodologias de análise fotográfica e apresentados estudos e reflexões, sob diferentes vertentes teóricas e metodológicas, a respeito da produção, do uso e das repercussões do uso da fotografia na sociedade. Em uma pluralidade de abordagens, os trabalhos transitam entre a sensibilidade do artista e a abstração da arte, de um lado, e a objetividade e o concreto do documental, de outro, proporcionando ao leitor, além de novos conhecimentos científicos, um passeio estético e uma viagem cultural ao mundo fascinante da fotografia.
Para agrupar e organizar os trabalhos por temáticas, este livro está dividido em duas partes. A primeira parte, denominada Pesquisa, Metodologias e Ensino da Fotografia, traz cinco textos voltados à pesquisa empírica, à proposta e aprimoramento de novas metodologias e ao ensino da fotografia. A segunda parte, também composta por cinco textos e denominada Fotografia: Linguagem, Estética e Reflexões, aborda da produção à reflexão da fotografia, passando pela linguagem e pela estética, e discutindo, inclusive, o papel do repórter fotográfico no fotojornalismo contemporâneo.
No texto que abre a primeira parte – Fotografia, olho do Pai –, da professora pós-doutora Ana Taís Martins Portanova Barros, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), temos um panorama da produção acadêmica brasileira sobre fotografia entre os anos de 1999 e 2009. Além da formalidade dos dados numéricos levantados (tendo como base de pesquisa as teses e dissertações disponíveis nos sites da Capes e do CNPq), a autora apurou, por meio de entrevistas semiestruturadas, a opinião do senso comum sobre a fotografia e imagens simbólicas. Com a objetividade da ciência e a subjetividade do senso comum, utilizadas para verificar a configuração do conhecimento e do imaginário sobre fotografia, a autora concluiu que ambos – ciência e senso comum – não raro, convergem no uso do simbolismo especular.

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