Este livro conta a história de Bonnie e Clyde, conhecidos por roubarem bancos e se aproveitarem da depressão da economia americana para ficarem ricos e conhecidos. O autor faz uso de arquivos de pesquisa, documentos do FBI e entrevistas para contar a história do casal, que se passa no Texas e começa com uma fuga da cadeia. Bonnie e Clyde gostavam de emoção e, apesar dos esforços policiais, conseguiram escapar da forca até serem perseguidos por quatro estados e pegos em uma emboscada, que acabou com os anos de roubo do casal.
Espécie de Romeu e Julieta da vida marginal, o casal formado por Bonnie e Clyde virou os Estados Unidos de cabeça para baixo nos anos 30, criou a noção de bandido celebridade graças à intensiva cobertura da imprensa à época e ainda inventou uma mitologia eternamente explorada tanto pela ficção quanto pela realidade quando o assunto é “amor extremo”. Essa trajetória é narrada pelo escritor Paul Schneider em uma nova biografia do casal. Ela é Bonnie Parker, nascida em primeiro de outubro de 1910. Ele é de 24 de março de 1909 e se chama Clyde Barrow. A vida de ambos é curta, mas intensa, no pior sentido da palavra. No dia 23 de maio de 1934, ambos tiveram os corpos desfigurados depois de uma chuva de balas desferida pela polícia que os caçava por todo o país. Com uma linguagem direta e que se prende apenas aos fatos, sem traçar julgamentos ou tentar analisar a psicologia de seus personagens, o autor evoca um ritmo de uma metralhadora para narrar a aventura dos dois fora da lei. Utiliza para isso descrições rápidas e onomatopeias, transformando algumas passagens em quase um livro de ação. Mas ao mesmo tempo ele não se esquece de traçar um deprimente cenário das regiões rurais do sul dos EUA depois da depressão de 1929, onde quem não era bandido certamente tinha um parente que era. Bonnie se casou muito nova e teve seu marido preso. Conheceu Clyde pouco tempo depois, e com ele e sua gangue acabou caindo em uma estrada marcada por roubos, assassinatos, loucas escapadas, amor e morte.

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