Uma reflexão aguda e poderosa sobre o futuro do capitalismo — e sobre como, das cinzas da crise, podemos criar uma economia mais justa e sustentável.
A tecnologia da informação transformou o mundo contemporâneo. Trata-se uma revolução conduzida pelo capitalismo, mas com potencial para reduzir ao mínimo o valor de mercadorias que no passado valiam milhões – e com isso destruir uma economia baseada em mercados, salários e propriedade privada.
De maneira quase imperceptível, em nichos e lacunas do sistema de mercado, setores da vida econômica começam a se mover num ritmo diferente.
Muitas pessoas, em várias partes do mundo, estão mudando o modo como vivem e se comportam. À medida que o terreno se move, novos caminhos se abrem para o futuro. É disso que trata este livro.
Eis, em resumo, o argumento deste livro: o capitalismo é um sistema complexo, adaptativo, que alcançou os limites de sua capacidade de adaptação. Isso, evidentemente, situa-se a quilômetros de distância da teoria econômica predominante.
Nos anos do boom, os economistas começaram a acreditar que o sistema que emergira depois de 1989 era permanente — a expressão perfeita da racionalidade humana, com todos os seus problemas resolvíveis por políticos e banqueiros manipulando instrumentos de controle chamados de “política fiscal e monetária”.
Quando passaram a considerar a possibilidade de que a nova tecnologia e as velhas formas de sociedade estivessem em descompasso, os economistas tomaram por certo que a sociedade iria simplesmente se remodelar em torno da tecnologia.
Seu otimismo era justificado, porque tais adaptações tinham acontecido no passado. Contudo, hoje, o processo de adaptação está estagnado.
A informática é diferente de todas as tecnologias anteriores. Como pretendo demonstrar, sua tendência espontânea é a de dissolver mercados, destruir propriedade e romper a relação entre trabalho e salários.
E esse é o terreno profundo da crise que estamos atravessando.

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