Muito já se escreveu sobre Roma. Neste livro, porém, o aclamado historiador inglês Adrian Goldsworthy inova ao colocar o foco nos personagens mais decisivos do Império Romano: seus generais.
Foi através de seu poderio militar que o Império foi criado, se expandiu e se perpetuou no poder. Goldsworthy disseca este tema por meio do estudo da trajetória de 15 generais, cada um deles tema de um capítulo: de Cipião Africano, que combinou um aparente misticismo com a determinação implacável, a Júlio César, o aristocrata carismático e agressivo.
O historiador observa em detalhes como cada um desses homens interagiu e controlou o seu exército, com ênfase nos diferentes estágios de cada operação e em como estas decisões impactaram no resultado final das disputas.
Ao traçar esta história das batalhas romanas, da ascensão à queda do império, Goldsworthy narra, de maneira fluente e acessível, a evolução do exército e do sistema político romano.
Em Nome De Roma é um livro sobre generais e, especificamente, a respeito de quinze dos comandantes romanos mais bem-sucedidos do final do século III a.C. a meados do século VI d.C.
Alguns desses homens ainda são relativamente bem conhecidos, ao menos entre os historiadores militares – Cipião Africano, Pompeu e César certamente seriam considerados para figurar numa lista dos comandantes mais capazes da História –, enquanto outros caíram no esquecimento.
Todos, com a possível exceção de Juliano, foram generais muito competentes que amealharam sucessos significativos, e, mesmo que em última instância tenham sido derrotados, eram extremamente talentosos.
A seleção baseou-se na sua importância tanto na história geral de Roma quanto no desenvolvimento da arte romana da guerra, bem como na disponibilidade de fontes suficientes para descrevê-los em detalhe. Há apenas um único tema dos séculos II, IV e VI d.C. e nenhum do III ou do V, simplesmente porque as evidências desse período são pobres.
Pelo mesmo motivo, não podemos discutir minuciosamente as campanhas de nenhum comandante romano antes da Segunda Guerra Púnica. Não obstante, as informações remanescentes ilustram bem as mudanças na natureza do exército romano e a relação entre o Estado e o general no campo de operações.

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