Camillo César Alvarenga – Scombros

Nesse livro você não vai encontrar a simetria das formas comuns nem a ordem lógica das imagens mentais. Tudo aqui são presságios e fragmentos de algo em constante construção, mas que em processo, está em desordem, desalinho e destroços de palavras.
Scombros está dividido em três livros, apêndice e anexo que também contém poesias. Essa estrutura não é por acaso, os nomes dos livros sugerem um enquadramento dicotômico e contraditório, pois não condiz com o seu conteúdo: categorias versos consequências e formas versus fluídos.
No Livro I – Das categorias e outras consequências, Camillo César permeia temáticas que estão distantes de se homogeneizarem em categorias, mas são consequências das categorias que formamos em nosso universo temporal e abstrato cotidiano. A teoria que não condiz com a realidade, a mais-valia tecnológica que temos nas entranhas de forma subjetiva e corrosiva e para fi nalizar o capítulo, um poema que revela o momento mais íntimo de parto poético e seus sentimentos mais obscuros.
No Livro II – Das formas e dos fluídos, o poeta inicia em “Antítese de si”, com uma crítica aos filósofos, mas os outros poemas fluídos ficam para a interpretação de cada um, cada fluído deve ter sabor próprio de acordo com a degustação de cada leitor.
No Livro III, a poética permeia espaços que vão desde a poeticanalítica, o não consolo da poesia, o fazer do escritor, entre outros estilhaços que fazem refletir sobre o tempo, a poesia e a contribuição dos filósofos para a humanidade.
No Apêndice, lembranças enigmas e fronteiras esperam para ser decifrados. Na última parte do livro, chamada Anexo, mas que no contexto do livro não tem essa função, o poeta faz uma homenagem ao rio Paraguaçu, que banha a sua cidade natal. Enfim se deliciem em conhecer os Scombros de Camillo César que com fragmentos de abstração desenvolveu essa obra que pode te levar às ruínas de palavras que incitam a reflexão.

   

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