O I Festival Anual de Múltiplas Sexualidades, realizado entre os dias 15 e 18 de maio de 2012, ocorreu nos campi de Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas e Cachoeira da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
O evento foi organizado pelo Núcleo de Gênero, Diversidade Sexual e Educação (Nugeds), pela Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (Propaae) e pela Pró-Reitoria de Extensão (Proext) da UFRB.
O objetivo do festival foi criar um espaço institucional de arte, cultura e produção de expressões artísticas e culturais ligadas à diversidade sexual e de gênero. Além disso, visou à formulação de proposições em torno de políticas de gênero e sexualidade com os grupos ligados aos direitos sexuais organizados do Recôncavo da Bahia, e tecer provocações afins à temática do evento através e com performances artístico-culturais, mesas acadêmico-militantes e cenários diversos e festivos em todos os centros de ensino da UFRB.
O evento, indubitavelmente, protagonizou o enfrentamento teórico-político engajado de discussões de acerca de gênero, sexualidade e sociedade dentro e fora dos muros da UFRB. Oportunizou, ainda, tensionamentos sobre a produção instituída de corpos, sexualidades e sua relação com o currículo escolar e com as violências e os interditos. Apontou, inclusive, trilhas e caminhos epistemológicos, metodológicos, políticos e educacionais de novas produções em torno de gênero e sexualidades.
Destacamos ainda, desse festival, os debates provocadores e provocantes em torno das diferenças e diversidades como valores positivos e da urgência de criação de políticas na UFRB que promovam a permanência e o trânsito qualificado d@s diferentes.
No rastro dos desejos de se traçar linhas favoráveis à vida vivida na e com a diversidade, este livro é uma propícia iniciativa para forjar e reinventar modos e práticas de estar com nossos corpos, com @s outr@s e, quiçá, conosco mesm@s, como somos convidad@s a repensar através do artigo Por um direito ao devir. Derivas de uma educação libertina, de Fernando Pocahy.

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