Literatura africana de língua portuguesa. Orgia dos Loucos é composto por nove contos que retratam aspectos de um momento da realidade moçambicana, como a seca, a fome, o aparecimento dos novos costumes, a discrepância entre campo e cidade, bem como a repressão policial e o desencanto entre a população. O livro foi publicado pela primeira vez em 1990 em Moçambique.
De autoria do consagrado escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, Orgia dos loucos foi publicado pela primeira vez em 1990, em Moçambique, pela Associação dos Escritores Moçambicanos. Os contos retratam a realidade moçambicana da época de forma sutil e, ao mesmo tempo, chocante, desenvolvendo assuntos como a seca, a fome, o aparecimento dos novos costumes, a discrepância entre campo e cidade, bem como a repressão policial e o desencanto entre a população.
Para Ungulani, o papel da literatura como resgate de memória da história da nação, o uso da língua portuguesa integrada com expressões moçambicanas em outros idiomas e dialetos para a formação da literatura do país.
Também, a diversidade literária entre os autores moçambicanos faz com que essa literatura ainda jovem desperte interesse dentro e fora do país.
A literatura moçambicana sedimentou-se especialmente após a independência de Portugal, inicialmente com publicações de contestação ao colonialismo português.
O livro Orgia dos loucos exemplifica o interesse do escritor, que é formado em História, em abordar o contexto das guerras.
Ungulani é uma das vozes dos primeiros grupos da literatura moçambicana pós-independência. Tais grupos superaram a literatura de combate ao colonialismo e iniciaram uma nova escola literária.
Ungulani fez parte do movimento literário Charrua, da década de 1980, no qual também pontificaram, entre outros, Armando Artur, Pedro Chissano, Hélder Muteia, Suleiman Cassamo, Filimone Meigos, Juvenal Bucuane e Eduardo White.
O seu livro Ualalapi é, segundo a crítica internacional, um dos 100 mais importantes da literatura africana do Século XX.

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