A Laranja Mecânica, é um relato autobiográfico de Alex, um jovem inteligente, admirador de Beethoven, sexo, drogas e ultraviolência. Na luta constante para afirmar sua individualidade, das piores maneiras possíveis, (mas o que se pode esperar de um garoto de quatorze anos?). Contra uma sociedade hipócrita, que longe de conseguir resolver suas contradições, se utiliza de métodos repressivos como se pudesse extirpar o “mal”, ignorando que esse é inerente ao homem.
“Mais ainda, a ruindade faz parte do ser, do eu, tanto em mim quanto em vocês no odinoque, e este eu é feito por Bog, ou Deus, e é o seu grande orgulho e radoste. Mas o não-ser não pode aceitar o mal, quer dizer, os do governo, os juizes e os colégios não podem permitir o mal porque não podem permitir a individualidade. E não é a nossa História moderna, meus irmãos, a história de bravas individualidades malenques lutando contra essas máquinas enormes? Quanto a isto, meus irmãos, eu estou falando com toda a seriedade. Mas, o que faço, faço porque gosto.”
Mesmo Escrito em 1962, notaram alguma diferença com a realidade? Pelo seu conteúdo critico e “profético” da sociedade moderna, Antonhy Burguess, com certeza está no mesmo nível de importância para literatura quanto George Orwell e Aldous Huxley, que provavelmente foram autores que lhe inspiraram. Nascido na Inglaterra em 1917, lutou na 2º Guerra Mundial, o que lhe deu uma boa idéia da brutalidade e selvageria que o homem pode chegar e todas as medidas repressivas e totalitárias que podem vir agregadas em utopias de mundos justos e igualitários.
Sua obra, A laranja Mecânica serviu de inspiração para peças de teatro e o clássico do cinema, dirigido por Stanley Kubrick, o qual ele considera a sua obra-prima.
Não esquecendo de avisar das mais de 200 gírias criadas pelo autor, inspirado em expressões russas e neologismo da língua inglesa. O vocabulário está no final do livro.

   

 

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