Maximiliano Martin Vicente – História E Comunicação Na Nova Ordem Internacional

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História E Comunicação Na Nova Ordem Internacional resgata algumas das discussões teóricas que estiveram presentes nas nossas atividades de pesquisa dos últimos anos, notadamente aquelas relacionadas às atividades docentes na UNESP, no campus de Bauru. Ingressei na UNESP, no campus de Marília, no curso de Ciências Sociais. Nesse campus, elaborei minha dissertação de mestrado e boa parte da tese de doutorado, razão pela qual refletem uma problemática típica da área de Ciências Sociais. A análise do Estado autoritário implementado por Vargas, abordado com base na teoria de Juan Linz, completava um percurso iniciado no mestrado quando estudamos os partidos políticos em Bauru, na década de 1930.
A vinda para Bauru não signifi cou apenas sair da área de Ciências Sociais para entrar na de Ciências Sociais Aplicadas, concretamente nos cursos de Jornalismo, Rádio e Televisão, e Relações Públicas.
Na verdade, tal mudança constituiu um recomeço nas leituras e um adentrar, sem rumo claramente definido, no mundo da comunicação.
É verdade que, nas pesquisas feitas anteriormente, os jornais tiveram um tratamento privilegiado. Mas uma coisa é estudar um produto pronto, como pode ser um exemplar de jornal, e outra é apreender a lógica de seu funcionamento e adentrar nas suas nuanças específicas.
Entender o processo de elaboração de um jornal, aquele que lemos todos os dias, exigiu estudos e abordagens desconhecidas até então.
Nessa caminhada, o primeiro movimento, quase que um movimento de defesa, consistiu em recorrer aos historiadores e às teorias da história que considerava próximas do jornalismo. Sabíamos da relação da história com o progresso das comunicações. Algumas passagens curiosas – quase anedóticas – vinham à nossa lembrança, mas muito vagamente. Prefiro enfrentar mil baionetas a três jornais, parece ter sido uma das frases de efeito de Napoleão. Thomas Jefferson iniciou seu mandato assegurando categoricamente que, sem imprensa, não existia democracia. No entanto, à medida que a imprensa atacava sua gestão, sugeria, tão ardorosamente quanto tinha assumido a defesa da liberdade de expressão, que não ler os jornais significava estar mais informado do que ler notícias mentirosas nas páginas de qualquer libelo. A democracia tem seus percursos nem sempre condizentes com determinados interesses. Mas tudo isso não permitia nada mais do que comprovar a relevância do jornalismo, motivo pelo qual decidimos estudar, mais detidamente, o significado social desse veículo de comunicação.

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