O Áudio Na Internet surgiu de uma pesquisa de Mestrado em Multimeios, na Unicamp, que abordou a problemática do som na Internet. A adaptação do conteúdo foi planejada para tornar o conteúdo mais direto, por isso acreditamos que poderá servir de referência para trabalhos de comunicação sonora para web.
Abordaremos o som como conteúdo e não somente como mais um recurso. Tratá-lo como conteúdo significa dizer que o áudio vai além de seus aspectos tecnológicos, que abrange também o campo da estética. Sendo assim, permite-nos pensar o som em seu significado, cuja relação com o conteúdo visual precisa ser planejada para acrescentar impacto na comunicação.
Pensar o áudio como elemento que tem seu significado na Internet é importante para entender a dinâmica da navegação característica do meio.
Essa dinâmica de navegação está ligada com o fluxo de escolhas de conteúdo no website. Esse fluxo é fruto das várias possibilidades que os links oferecem ao internauta (usuário da internet).
Os links são marcadores que se encaminham (ou endereçam) para conteúdos solicitados.
O campo que estuda essa série de possibilidades, ou seja, de caminhos que uma pessoa pode percorrer, é chamado de “usabilidade e ergonomia”. Estudar a usabilidade de um site é entender como os visitantes navegam no website, perceber suas dificuldades, facilidades e expectativas e adaptar o conteúdo e a tecnologia ao público-alvo, para que este faça o uso freqüente do site. Para isso, o site precisa ser fácil de navegar, agradável e que não contenha erros.
Entende-se por navegação o ato de explorar o conteúdo de acordo com o interesse, através dos links.
Essa exploração de conteúdo, de link a link, produz um conteúdo não-linear. Pode-se dizer que essa característica permite que a pessoa crie sua seqüência de conteúdo e de eventos, por meio das várias possibilidades.
Dizer que a Internet é um meio não-linear denota que é viável obter conteúdo não seqüencial. É como se cada conteúdo fosse um nó em uma extensa rede de recursos, e a ligação entre esses nós é que estabelece a seqüência individual, e, às vezes, única, de conteúdo. Esse conceito de conteúdo não-linear, de elemento como nós, é bastante explorado por Pierre Lévy em seus livros.

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