Em 1597, um pedido da rainha Elizabeth incumbiu Shakespeare (1564-1616) de escrever uma peça às pressas. O resultado, criado em quatorze dias, foi As As Alegres Matronas De Windsor, esta comédia de costumes farsesca, protagonizada por Sir John Falstaff (personagem também da peça Henrique IV).
As Alegres Matronas De Windsor tem como trama principal, a tentativa do gorducho John Falstff, metido a conquistador, de cortejar duas mulheres casadas, a senhora Ford e a senhora Page, que tinham fama de controlar os seus próprios assuntos financeiros.
Através de um pajem e com o objetivo de tomar o dinheiro das comadres, Falstff manda uma carta para cada uma com os mesmos dizeres. Conversando entre si, as comadres descobrem a marmota e decidem se vingar. O problema é que o marido da senhora Ford é pra lá de ciumento e pensa ser verdade que a sua mulher queria mesmo pular a cerca com o gorducho luxuriento. As confusões, encontros e desencontros vão se sucedendo até que, enfim, elas conseguem a tão esperada vingança.
O enredo secundário conta a história da senhorita Anne Page. Ela é cobiçada por três homens: Slender, doutor Caius e Fenton. Slender é o favorito do pai. Sim, o senhor Page quer por que quer que a filha se case com ele. Caius é o preferido da senhora Page. Fenton corre por fora. E não é bem visto pelos pais da moça, porque é acusado de ter torrado a grana que herdara da família e os Page, não sem muita razão, temem que ele só esteja de olho em Anne pra recurperar o que não conseguiu segurar, ou seja, a grana dos seus pais. O final deste enredo é bem divertido.
Considerada uma das mais perfeitas comédias de Shakespeare, As Alegres Matronas De Windsor tem a doce figura de Anne Page comandando a história, mas não há dúvida de que é ao horrendo Falstaff que devemos as melhores páginas da peça. Foi escrita em quinze dias já que a Rainha Isabel tinha pressa e queria assistir de uma vez às desventuras amorosas de John Falstaff.

  

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