Murray Teigh Bloom – O Homem Que Roubou Portugal

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Esta é uma história real, uma minuciosa e cativante reportagem escrita por um especialista, o experiente e renomado jornalista americano Murray Teigh Bloom, certa vez descrito, numa homenagem pela Universidade de Columbia, onde se formou em 1937, como “o mais puro e exemplar jornalista independente” de sua época.
Bloom foi fundador e presidente da Associação Americana de jornalistas e Autores, e entre tantos livros e feitos, foi o autor de um célebre artigo para a revista True, em 1952, revelando a verdadeira identidade do assassino de Trotsky, que estava incomunicável no México desde a sua prisão em flagrante.
Esta advertência inicial deve ser feita com toda a ênfase, para o benefício do leitor, pois, com certeza, ele vai duvidar do enredo, especialmente dos detalhes da narrativa que terá diante de si. E, ao refugiar-se na licença poética geralmente concedida aos romances policiais, perderia o melhor aspecto desta história: o que se segue é inacreditavelmente verdadeiro!
Se enquadrarmos o episódio contado neste livro em uma definição simplificada, como um “crime de falsificação’; não há dúvida de que estamos diante do maior e mais extraordinário caso da espécie, seja pelas cifras, seja pela sua arquitetura.
Nenhum dos mais famosos falsários que se conhece – e uma boa coleção dos maiores e melhores nesse ramo foi organizada pelo próprio Bloom* – chegou a transformar suas atividades em um problema macroeconômico.
Os prejuízos que causaram foram sempre de alguns milhões, nunca mais que isso, e alguns pareciam se encantar mais – mas não muito mais, é claro – com o desafio, o valor artístico, ou o engenho de suas cópias do que com o resultado financeiro propriamente dito.
Nenhum jamais causou danos medidos em bilhões, nem nada em que coubesse a métrica usada para grandezas macroeconômicas, ou seja, em porcentagens do PIB.
Exceto um, o assunto deste livro, Artur Virgilio Alves Reis.

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