Angelo Serpa (Org.) – Fala Periferia!

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O livro Fala Periferia! Uma reflexão sobre a produção do espaço periférico metropolitano é resultado de um esforço de pesquisa de mais de cinco anos. Primeiro, como bolsista recém-doutor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) junto ao grupo de pesquisa “Paisagem e Ambiente”, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, coordenado pelo Professor Sílvio Soares Macedo, durante todo o ano de 1995. A partir de 1996, como coordenador do Projeto Espaço Livre de Pesquisa-Ação, do Departamento e Mestrado de Geografia, da Universidade Federal da Bahia, onde passei a atuar também, naquele mesmo ano, como professor adjunto com dedicação exclusiva. Nos anos de 1999 e 2000, pude contar novamente com o apoio do mesmo CNPq, que financiara – como já dito – o início dos trabalhos em São Paulo, desta vez através de uma bolsa de produtividade em pesquisa.
Em São Paulo, as pesquisas se concentraram sobretudo na Zona Leste, nos populosos bairros de Itaquera, Guaianazes e São Miguel Paulista. O projeto Espaço Livre de Pesquisa-Ação, desenvolvido em Salvador, integra, desde o início dos trabalhos, estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores com atuação em áreas de urbanização popular, com o objetivo de produzir subsídios técnicos para o planejamento de áreas carentes e periféricas, disponibilizando sobretudo informações colhidas e sistematizadas junto às comunidades pesquisadas (Bairros de Plataforma, Pirajá, Cajazeiras, São Tomé de Paripe, Ribeira e Curuzu).
O “Espaço Livre” é uma pesquisa que articula diferentes variáveis – transporte público, comércio e serviços, saneamento, espaço livre público e identidade cultural – na escala do bairro. As variáveis foram trabalhadas de modo específico nos diferentes sub-projetos e levantadas em campo com auxílio de entrevistas e aplicação de questionários. Levantamentos cartográficos, fotográficos, bem como o levantamento de informações estatísticas e de dados históricos junto aos órgãos públicos, arquivos e bibliotecas foram também parte integrante da metodologia aplicada para obtenção de dados secundários.
Há, nas páginas que se seguem, um enorme esforço de reflexão sobre a produção do espaço periférico metropolitano, a partir da sistematização dos dados obtidos nos bairros de urbanização popular em São Paulo e Salvador.

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