O Planejamento de Produto é uma das linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Design (PPGdesign) da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp.
Compreende as diversas formas de conhecimento que possibilitam o desenvolvimento de produtos e objetos visuais ou tácteis.
Os projetos envolvidos nessa área de conhecimento percorrem toda a vida do produto, desde os problemas de concepção, passando pelos de projeto e de configuração, pela produção e gestão, até a distribuição.
Investigam-se desde os conceitos ou ideias iniciais até as questões de uso e descarte. Discutem-se a configuração e a representação do produto de design.
O escopo do Planejamento de Produto do design, embora já bastante abrangente, cresce à medida que outras especialidades de projeto são agregadas ao design.
A ideia de design enquanto projetos dirigidos quase exclusivamente para a indústria e a consequente produção em série que tem origem na Revolução Industrial têm evoluído e se alterado.
Hoje o design adquire novos olhares e novos enfoques a partir de demandas da contemporaneidade, como as do meio ambiente (com o design ecológico ou ecodesign e design de moda), preocupações com o bem-estar da comunidade (com o design social) e com os sentimentos e afetividade (com design emocional e até mesmo o design de serviços).
Essas e outras áreas têm em comum a questão do planejamento e do projeto de produtos.
Os textos aqui apresentados representam uma parcela da produção científica do PPGdesign que demonstra as muitas possibilidades que o Planejamento de Produto engloba.
Partindo dos novos conceitos que o design adquire, encontramos o design cultural, muitas vezes chamado de design étnico ou design vernacular.
Ele trata da produção cultural humana, independentemente da forma de produção (industrial ou manual) ou estágio de avanço tecnológico em que se encontra o grupo étnico que o produz. Neste livro temos dois trabalhos que discutem objetos ligados ao conhecimento tradicional de povos de origem asiática, africana e europeia.
No primeiro caso – Origami: trajetória histórica, técnica e aplicações no design –, temos o resgate do origami, em uma busca das possibilidades de exploração dessa arte milenar japonesa, para utilização na concepção de formas de produtos contemporâneos.
No segundo – Design étnico: a identidade sociocultural dos signos –, discute-se a questão da identidade nos projetos de design, fazendo-se um estudo comparativo dos signos de duas culturas tradicionais, akan (africana) e celta (europeia), e análise por meio da Gestalt.

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