Adriana Santos & Outros (Orgs.) – Jornalismo E Ciência Na Universidade

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Este livro é uma coletânea de textos sobre a popularização da ciência, o jornalismo científico e os desdobramentos dessas práticas.
Nasce na conclusão do projeto “Ciência/UFU: A Agência de Notícias e a Web Rádio do curso de Jornalismo/UFU a serviço da difusão e popularização da ciência em jornal impresso e na rádio e TV Universitárias em Uberlândia, MG” (mais…)

Marcia Tiburi – Uma Fuga Perfeita É Sem Volta

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Klaus Wolf Sebastião é brasileiro, mas vive há décadas em Berlim. A cada ano interrompe sua profunda solidão para telefonar para a irmã caçula, em Florianópolis. Desta vez, porém, entre notícias triviais, Agnes faz uma desconcertante revelação: seu pai está morto. O fato desencadeia um vórtice de recordações, angústias, descobertas e acerto de contas. Narrativa que esconde um mistério — um segredo aninhado no próprio corpo de Klaus —, enquanto passa em revista uma história de abandono, opressão e preconceito. Com isso, expõe a ferida aberta por questões cruciais sobre nossa época.
“Klaus é alguém que, de certo modo, não existiu. Ele é daquelas pessoas que não contam. O que ele quer é existir, mas não para os outros e sim para si mesmo. Eu diria que ele quer estar em si numa época em que todos reivindicam o direito à singularidade, mas poucos fazem o esforço da interioridade”, descreve a filósofa e escritora Marcia Tiburi. Uma fuga perfeita é sem volta é seu quinto romance — e, talvez, aquele que mais se aproxime das “questões pesadas de nosso tempo: a comunicação na era da incomunicabilidade, as relações de amizade na era da falsidade e do interesse, o corpo na era da sexualidade, a fé na era da mercadoria”.
Uma fuga perfeita é sem volta surpreende por seu enredo intricado, pela história sui generis e pelo protagonista complexo, cuja identidade só é dada a ver aos poucos, quase como num suspense.
Eu tinha um sonho recorrente que deu base ao romance, à medida que fui escrevendo nesses quatro anos, eu tive a sorte de ver esse sonho evoluir. Os sonhos dentro do romance são todos meus.
De fato, sonhei muitas vezes com a cena de abertura do romance, aquela notícia da morte do pai ao telefone em meio às notícias banais, dada pela irmã. A psicanálise não daria conta daquele sonho, nada poderia resolver, ou responder às questões que o sonho colocava. Ao mesmo tempo, o tema da incomunicabilidade, da distância, da ausência, iam aparecendo no ato mesmo de construir os personagens. Eu não penso que construímos o personagem, creio que ele aparece, que ele nasce como uma presença que se faz mais concreta a cada parágrafo.

Eucanaã Ferraz – Sentimental

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o verso, nas línguas, dizem tantos filósofos, antecede a prosa. Por ser mais imediato, por ser mais sentimental. A linguagem poética permanece existindo como verso e então não se deixa estender por uma prosa, porém, invisível: suas palavras, suas imagens, ecoam-se entre si e interiorizam discursos inteiros sem nem precisar proferi-los. (mais…)