Maria Lucia Dahl – Bivar: O Explorador De Sensações Peregrinas

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Antonio Bivar é sem dúvida um dos dramaturgos mais importantes de sua geração. Jornalista e escritor de sucesso, sua história é pela primeira vez contada por uma amiga, a atriz e escritora Maria Lúcia Dahl num relato divertido e fascinante de seu trabalho, suas viagens, seu trabalho como diretor de shows musicais, admirador da cultura Punk. E, principalmente, sua obra como autor de teatro.
Antonio Bivar Batistetti Lima nasceu em São Paulo e formou-se como ator pelo Conservatório Nacional de Teatro no Rio de Janeiro. Em 1967, apresenta sua primeira peça, já com um nome original Simone de Beauvoir, Pare de Fumar e Siga o Exemplo de Gildinha Saraiva e Comece a Trabalhar (em parceira com Carlos Aquino).
No mesmo ano, tem seu primeiro grande sucesso: O Começo é Sempre Difícil, seguindo com Cordélia Brasil e Vamos Tentar Outra Vez, com Norma Bengell.
Em 1968, é a vez de Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã, dirigida por Fauzi Arap e no seguinte, montada em São Paulo, com outro título Alzira Power (sempre com Yolanda Cardoso como protagonista, uma mulher enfurecida que recebe a visita de um vendedor de enciclopédias). Esses textos estão reunidos em outro lançamento da Coleção, o livro Primeiras Peças.
Conheça os textos e depois a vida do autor neste livro indispensável. Mais um lançamento da Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, no seu trabalho de preservação e resgate da história cultural do Brasil.

Com a Palavra Bivar
Optei por ser hippie no final da década de 1960.
Eu era um autor muito criticado por ser pop-anarquista, quando o politicamente correto era ser carrancudo e engajado sob as amarras do teatro do oprimido.
– Barba e bolsa, segundo Telmo Martino.
– No ano anterior, na estreia de Abre a Janela, depois do espetáculo, Plínio Marcos esbravejava: Enquanto estamos lutando pelo arroz e feijão, lá vem o Bivar trazendo a sobremesa! Eu era um autor premiado, já tinha escrito e encenado no Rio um happening teatral, em 1967, em parceria com Carlos Aquino, que se chamava: Simone de Beauvoir, Pare de Fumar, Siga o Exemplo de Gildinha Saraiva e Comece a Trabalhar, crítica à Geração Paissandu (a geração do Cinema Novo que frequentava o Cinema Paissandu, no Rio e depois ia para os bares discutir sobre o filme que haviam visto), fez o maior sucesso, a começar por seu título quilométrico.

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