João Ribeiro – História Do Brasil

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João Ribeiro era do Norte, nascido em Laranjeiras no Estado do Sergipe, em 1860, e desde criança tomou gosto pela leitura, podia ser um livro ou qualquer papel impresso. Esse gosto eclético foi adquirido nas leituras realizadas na biblioteca de seu avô, que cuidou dele desde criança com a morte dos pais.
Foi nessa biblioteca que nasceram, em João Ribeiro, o gosto pela pesquisa e a curiosidade pela cultura popular, além de um sentido estético, tanto pela pintura como pela poesia.
Fez seus primeiros estudos em Aracaju e os terminou em Salvador, sempre com o brilho de primeiro aluno. Em Salvador resolveu continuar os estudos, ingressando na Faculdade de Medicina. Mas a medicina não era a sua vocação. Seu gosto estava voltado para as matemáticas, com os dados precisos, com as linhas e os números.
Essa escolha o trouxe para a Escola Politécnica no Rio de Janeiro. O contato com a capital e a visão de uma cidade grande e cosmopolita fazem-no esquecer a engenharia. O jornalismo age como uma seta divina na sua consciência, quer trabalhar com Quintino Bocaiúva, José do Patrocínio, Alcindo Guanabara.
Mesmo optando pelo jornalismo, a curiosidade intelectual levou-o a filologia e a história. Mas a pintura ainda era sua maior paixão. No Rio de Janeiro, Batista da Costa é seu grande mestre e a pintura de paisagens lhe parece o melhor modo de ver como as coisas se transformam.
Entretanto, a curiosidade combinada com a inquietude intelectual fizeram com que ele, em 1887, prestasse concurso para o Colégio Pedro II e se transformasse num professor de História da Civilização e História do Brasil, nesta na companhia de Capistrano de Abreu. Envolvido em tantas atividades, nunca deixou de lado os seus estudos, tornando-se com o tempo um intelectual capaz de associar filologia e história e encontrar nessa combinação a chave para a interpretação da cultura brasileira.
Em 1895, João Ribeiro aventura-se naquilo que, na época, ampliava o conhecimento intelectual e concretizava as experiências de viver: a viagem. Essa primeira viagem o levou à Alemanha e fez com que entrasse em contato com as novas propostas de uma história cultural alemã e com as obras de Jacob Burckhardt, com o intuito de reescrever a história do Brasil.

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