Em A anatomia do estado, Murray Rothbard explica o que o estado é e o que ele não é. Ele mostra como o estado nada mais é do que uma instituição que viola tudo aquilo que consideramos honesto e moral, sempre agindo sob uma falsa áurea de bondade e preocupação para com o cidadão. Ele demonstra como o estado devasta a liberdade, destrói a civilização e ameaça a vida, a propriedade e o bem-estar social de todas as pessoas. Neste influente e original ensaio, Rothbard consolida tudo o que aprendeu com a tradição misesiana, com a tradição liberal e com a tradição anarcocapitalista, dando origem, de forma verdadeiramente inovadora, a um pensamento profundamente sistemático sobre economia política e social. O leitor que assimilar a concepção de Rothbard conseguirá entender claramente como todos os eventos estatistas atuais se encaixam de maneira lógica e compreensível, alterando para sempre a maneira como ele vê o mundo.

O estado é quase universalmente considerado uma instituição de serviço social. Alguns teóricos veneram o estado como sendo a apoteose da sociedade; outros consideram-no uma organização afável, embora muitas vezes ineficiente, que tem o intuito de alcançar objetivos sociais. Porém quase todos o consideram um meio necessário para se atingir os objetivos da humanidade, um meio a ser usado contra o “setor privado” e que frequentemente ganha essa disputa pelos recursos. Com o advento da democracia, a identificação do estado com a sociedade foi redobrada ao ponto de ser comum ouvir a vocalização de sentimentos que violam quase todos os princípios da razão e do senso comum, tais como: “nós somos o governo” ou “nós somos o estado”.
O termo coletivo útil “nós” permite lançar uma camuflagem ideológica sobre a realidade da vida política.
Se “nós somos o estado”, então qualquer coisa que o estado faça a um indivíduo é não somente justo e não tirânico, como também “voluntário” da parte do respectivo indivíduo. Se o estado incorre numa dívida pública que tem de ser paga através da cobrança de impostos sobre um grupo para benefício de outro, a realidade deste fardo é obscurecida pela afirmação de que “devemos a nós mesmos” (ou “a nossa dívida tem de ser paga”); se o estado recruta um homem, ou o põe na prisão por opinião dissidente, então ele está “fazendo isso a si mesmo” — e, como tal, não ocorreu nada de lamentável.

  

Deixe uma resposta