João Batista Farias Junior & Gabriel Kafure Da Rocha (Orgs.) – I Simpósio De Filosofia Do Vale Do São Francisco

Posted on Posted in Filosofia

Neste I Simpósio de Filosofia do Vale do São Francisco, tivemos a demonstração de que é possível até mesmo fazer pesquisa de qualidade pela Educação à Distância ou pelo menos semipresencial.
Visto que é preciso sim uma educação tutorial, de uma relação mestre-aprendiz que da mesma maneira construtivista que se aproxime dos saberes locais, é também necessário uma aproximação com os alunos, seja por redes sociais, por correspondências, ou enfim, por meio de um próprio evento.
É nesses momentos, ou melhor, breves instantes que nascem os insights colaborativos da valorização da pesquisa científica. Eis aí uma positividade de um obstáculo que nos leva a entender a simultaneidade entre formas empíricas, realistas e racionais e que a nossa criatividade estética é uma chave para chegar a um racionalismo autêntico.
No entanto, o que estamos fazendo de lá desses tempos inovadores do início dos Séc. XXI no Brasil até aqui? Da chegada da segunda década desse milênio em que vivemos tempos críticos, mas tão a-críticos em relação à boa parte da voz do espírito brasileiro, que protesta, mas parece não ser ouvido.
Tal dilema parece não haver solução coletiva, mas também não há saída individual, é uma aporia em que a complexidade da gestão de um Estado parece estar tornando cada vez mais a forma de uma empresa ou empreendimento, coordenado com uma política sem ideologia além do lucro capitalista.
Ora, eis aqui um desabafo filosófico mas que brota na consciência do espírito que se faz no querer ser ouvido nesse grande deserto que se extenua por todas as mudanças climáticas globais, e que em nosso sertão filosófico que pregam queremos saciar nossa sede de saber.
Contudo, é nessa imagem seca que qualquer gota de água faz brotar a verde esperança que renasce na natureza como a fênix renasce em nossa consciência filosófica. É assim que alquimicamente a filosofia poderá sobreviver, se aliando às estratégias de vida, já que a biologia, como bem percebeu Canguilhem, é a ciência do novo século.
Nesse sentido, muito mais do que auto-ajuda, a filosofia, o filósofo, o professor-pesquisador é sim um filósofo clínico que em doses homeopáticas não é um doutrinador, como cinicamente anunciou o ministério da educação.

Deixe uma resposta