O estudo tem como objetivo analisar a obra de Hannah Arendt quanto aos conceitos de mal e moralidade, suas implicações e fundamentações filosóficas ligadas às formas totalitárias de governo. O estudo fará uma abordagem do antissemitismo, em relação ao início do totalitarismo e como o pangermanismo entrou através do nacional socialismo com um grande programa estético de propaganda de massa, influenciando a opinião pública e implantando o regime totalitário na Alemanha, que despertou na autora, diversas reflexões filosóficas a respeito da existência humana e suas ações. O estudo também analisará a negação da liberdade sob o regime totalitário, e como se deram os horrores do holocausto, nominados pela
autora como “banalidade do mal”. Traremos a tentativa de compreensão que Arendt teve sobre a moralidade e seus desdobramentos em relação ao regime. Também sobre isso,
a validade dos fundamentos morais como o móbil da ação do indivíduo. A partir daí, procurar-se-á expor como a autora mostra esses princípios morais intrigantes, tanto em relação aos fundamentos religiosos, quanto no pensamento kantiano e no pensamento socrático.
Importantes temas são levantados em suas obras, que se conectam partindo sempre do pano de fundo do totalitarismo. Para a autora, o regime autoritário marcou o século passado sem exemplos na História. Alguns desses conceitos, também serão analisados com esse intuito no estudo, sempre à luz da relação com o sistema autoritário alemão. O pensamento a respeito do mal e da moralidade, são alguns dos aspectos centrais da construção aparentemente não lógica – mas que no fundo se conectam –, que serão retratados assim como Arendt os expõem.
Construindo a sua lógica a partir dos princípios filosóficos antigos. A autora não se desvincula em nenhum momento, mesmo que implicitamente, de seu conceito de liberdade na concepção grega, e ao elaborar o estudo a partir de suas obras, observa-se uma constante construção a partir da liberdade humana, e a retomada frequente do conceito de política vinculado ao conceito de liberdade.

Deixe uma resposta