Oscar Wilde – Teatro Completo Vol. I (Edição Bilíngue)

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Neste primeiro volume da coleção são apresentadas quatro das nove peças escritas por Oscar Wilde: “Vera, ou os Niilistas”, “A Duquesa de Pádua”, “O Leque de Lady Windermere” e a “A Importância de Ser Constante”.
“Vera, ou os Niilistas” é uma tragédia melodramática cuja ambientação ocorre na Rússia e foi a primeira peça que Wilde escreveu para teatro, estreando no Reino Unido em 1880 e em Nova York em 1881. A obra, uma versão reescrita de “Romeu e Julieta”, com toques de “Macbeth”, ambas as peças escritas por William Shakespeare, apresenta momentos de brilhantismo, apresentando o movimento niilista na Rússia e a posição do socialismo da época. A versão nesta coleção apresenta ainda as correções que Wilde realizaria mais tarde ao publicar o texto de sua peça.
“A Duquesa de Pádua” é uma peça de inspiração elizabetana, escrita no ano de 1883 no Hôtel Voltaire em Paris, para a atriz Mary Anderson. É um conto de vingança, assassinato, traição, amor e redenção no século 16, onde Guido Ferranti pretende vingar a morte de seus pais, entretanto, Guido é transformado pelo amor e terá a difícil missão de decidir se desiste de sua vingança ou se vive a sua grande paixão.
“O Leque de Lady Windermere” estreou em 20 de fevereiro de 1892, no St James Theatre, em Londres, prestigiada por toda a nata da sociedade e apresentando sob a superfície de uma brilhante comédia de costumes, uma sutil e velada subversão, uma vez que sua conclusão se opera através de uma conspiração oculta, levando a audiência, do mesmo modo que a personagem título da peça, forçosamente a suavizar os ríspidos códigos morais da sociedade vitoriana em favor de um ponto de vista mais variado. A peça foi extremamente popular, permanecendo em cartaz por vários meses, apesar das críticas dos conservadores, e propiciando o sucesso de suas próximas obras teatrais, “Uma Mulher sem Importância”, de 1893 e “Um Marido Ideal”, de 1894.
“A Importância de Ser Constante”, hoje considerada a obra-prima teatral de Wilde e uma das suas obras mais populares, foi escrita durante sua maturidade artística, no final do ano de 1894 e estreou em 14 de fevereiro de 1895 no St James Theatre. Wilde criou uma cuidadosa construção da sociedade vitoriana em seus últimos anos, ao mesmo tempo que a satirizava. A peça foi adaptada diversas vezes para o cinema: em 1952, a primeira adaptação com direção de Antony Asquith, filho de H. H. Asquith, que como Secretário do governo na época, foi um dos autores das acusações de imoralidade contra Oscar Wilde; em 2002, sob direção de Oliver Parker, com Colin Firth, no papel de Jack, Rupert Everett, como Algy, Judi Dench como Lady Bracknell.

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