Ney Wendell – Cuida Bem De Mim: Teatro, Afeto E Violência Nas Escolas

Posted on Leave a commentPosted in Educação, Teatro

O livro é iniciado situando o leitor sobre as diversas características do espectador no teatro contemporâneo, trazendo, depois, no segundo capítulo, as informações principais sobre o espetáculo Cuida Bem de Mim; sua história, desde a estreia em 1996; o enredo do espetáculo; os perfis dos personagens; e a transformação da obra em um projeto. (mais…)

Basílio Da Gama – O Uraguai

Posted on Leave a commentPosted in História

José Basílio da Gama Vilas-Boas nasceu no sítio de Caxeu em Tiradentes, Minas Gerais, no ano de 1741. Aos doze anos, iniciou estudos no Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, para ser noviço e professar na Companhia. Basílio não conseguiu terminar os estudos, pois a lei que expulsava os jesuítas o desligou da escola. (mais…)

Sonia Marques (Org.) – Casas E Casos: Sobre Modos De Morar No Nordeste Do Brasil

Posted on Leave a commentPosted in Arquitetura, Ciências Sociais, Urbanismo

A Região Nordeste do Brasil detém uma imensa variedade de tipos habitacionais e de modos diferenciados de morar. Palco inicial do processo de colonização português em terras brasileiras, os estados que hoje compõem a região guardam, portanto, uma longa história de tentativas, experiências e adaptações da casa (mais…)

Eurivalda Ribeiro Dos Santos Santana – Adição E Subtração: O Suporte Didático Influência A Aprendizagem Do Estudante?

Posted on Leave a commentPosted in Educação, Matemática

Neste livro, Adição e subtração: o suporte didático influência a aprendizagem do estudante?, a Profa. Dra. Eurivalda Santana traz para a sociedade, por um meio de divulgação de maior alcance, os resultados de sua tese de doutoramento, orientado pela Profa. Dra. Sandra Magina. (mais…)

Thiago Oliveira Moreira – A Aplicação Dos Tratados Internacionais De Direitos Humanos Pela Jurisdição Brasileira

Posted on Leave a commentPosted in Direito, Relações Internacionais

A discussão acerca do dever estatal de proteção aos direitos humanos através da aplicação dos tratados internacionais pela Jurisdição interna talvez seja um dos temas de maior destaque no atual cenário internacional. Com efeito, pode-se afirmar que a tutela dos referidos direitos é um dos traços comuns que une os Estados (mais…)

Raimunda Silva D’Alencar & Carmen Maria Andrade – A Educação (Re)Visitada: A Velhice Na Sala De Aula

Posted on Leave a commentPosted in Educação, Pedagogia

Educar na velhice….. para quê?
Viver muito, e bem, é o objetivo de todos nós, em um mundo que passa por profundas transformações. A rapidez, e até a precipitação dos acontecimentos, coloca para os idosos de hoje desafios e questionamentos que parecem de outra época, dado o abismo que nos separa de nós mesmos. (mais…)

Chico Correa & Electronic Band – Deriva Sons

Posted on Leave a commentPosted in Discos

Músicas:
Lado A:
1. Eu Pisei Na Pedra (RSA Remix)
2. Coco De Elevador (Furmigadub Remix)
3. Baile Muderno (Magaio Remix)
4. Terra (TRZ Remix)
5. Baião Lo Fi (Chico Correa Remix)
6. Bossinha (Cybass Remix)
7. Bossinha (Aquilez Remix)

Lado B:
1. Baile Muderno (TRZ Remix)
2. Eu Pisei Na Pedra (Lucio K Remix)
3. Bossinha (Flu Remix)
4. DEscanso De Tela (Nômade Riddin Remix)
5. Lelé (Axial Remix)
6. Manganga (DJ Tudo Remix)
7. Baile Muderno (Guirraiz Remix) (mais…)

Fernão Mendes Pinto – Peregrinação Vol. II

Posted on Leave a commentPosted in Ciências Sociais, História, Literatura Brasileira

Mendes Pinto foi de tudo um pouco em sua viagem: comerciante, noviço, embaixador, pirata, escravo, canibal, soldado, crítico de valores sociais e muitas outras coisas ainda. Essa grande quantidade de papéis deve ser entendida,
nalguns casos, como meios de superação dos transtornos da viagem e, noutros, como resultado imediato dessa superação,
isto é, como transformação operada no viajante pelo encontro da novidade.
Mas nem sempre essa quantidade de papéis é entendida assim.
Aliás, quase nunca é entendida assim. Ao contrário, ela fez com que um bom número de críticos visse o relato da viagem de Mendes Pinto sempre como um pretexto para o exercício de um daqueles papéis, relegando a segundo plano a ideia mesma de viajar e o prazer nela implicado.
Todos esses papéis estão sem dúvida encarnados no viajante.
Mas eles surgem de uma necessidade para que a viagem continue a se desdobrar ou então já são o resultado da própria viagem que operou modificações no viajante. De maneira diferente, portanto, do que pensam aqueles críticos, esses papéis não dependem da viagem; ao invés, a viagem é que depende desses papéis.
Porque cheia de perigos e obstáculos, ela obriga o viajante a se adequar às circunstâncias, de modo que possa dar seguimento ao seu mais importante projeto, que é o de viajar.
A viagem, é bem de ver, não faz desaparecer as outras necessidades básicas do homem: o viajante, como qualquer homem comum, trabalha, reza, luta, acredita nos valores de sua sociedade e os defende. O que o distingue dos homens comuns é que, além de tudo isso, possui uma necessidade intrínseca de ver e que, para tanto, é capaz de qualquer coisa.
Mas tal necessidade requer justificativa, que não deixe espaço para que se pense em diversão. No caso de Mendes Pinto tal justificativa é dupla, pois, além do estado de miséria que sempre o perseguiu, havia ameaças a sua ainda jovem e já tão desgraçada vida, uma vez (nos) assegurar ter sempre vivido “em misérias & em pobreza, & não sem alguns sobressaltos & perigos”, situações, assim nos quer fazer crer, que o obrigaram a viajar para salvar a vida.

Ladmires Luiz Gomes De Carvalho & Leidivânia Mendes De Araújo Melchuna (Orgs.) – Machadão: No Caminho Das Palavras

Posted on Leave a commentPosted in Educação, Letras, Literatura, Literatura Brasileira, Poesia

É bem provável que um dia leiamos este livro e recordemos os textos nele escritos como lembranças de um passado glorioso dos alunos da Escola Machadão. Talvez sintamos saudades desses momentos de produção que ora ficam registrados nesta coletânea composta por textos dos mais diversos gêneros (mais…)

Norbert Elias – O Processo Civilizador Vol. II: Formação Do Estado E Civilização

Posted on Leave a commentPosted in Ciências Sociais, História

Norbert Elias demorou a ser reconhecido, ou sequer conhecido, no mundo acadêmico. Ele faleceu há pouco tempo, a 1º de agosto de 1990, em idade avançada — menos de dois meses antes, completara noventa e três anos. E no entanto, embora tenha escrito este Processo Civilizador na década de 1930 (primeira edição, 1939, na Suíça), somente nos anos 70 é que ele alcançou um reconhecimento mais amplo, começando sua obra a ser citada e a inspirar novas pesquisas. Com efeito, muitas questões que se consideravam menores, por exemplo a da etiqueta ou das boas maneiras, adquiriram, graças ao uso que Elias fez da idéia de “processo”, um sentido. Provavelmente, aliás, é a questão do sentido que deve nortear uma apreciação das indicações mais notáveis desse sociólogo de vocação interdisciplinar.
Se não articularmos cada elemento da cultura humana, se não engatarmos o que à primeira vista aparece descontínuo e mesmo, com freqüência, estranho, absurdo, jamais entenderemos o que os homens produzem e como eles vivem. Norbert Elias adota, assim, como idéia-chave, a tese de que a condição humana é uma lenta e prolongada construção do próprio homem. Essa afirmação pode parecer banal, mas rompe com a idéia de uma natureza já dada, bem como com a da ininteligibilidade última de nosso ser: nem a condição humana é absurda (ela descreve um sentido), nem este é conferido de uma vez por todas, de fora de nós (não existe um Deus doador de sentido, nem uma natureza imutável do homem). Desta convicção de princípio, Elias retira conseqüências metodológicas importantes — torna-se imprescindível, para um estudo sério do homem, articular toda sorte de documentos e toda espécie de ciências.
Bem antes de Foucault, ele entende, como o autor d’A Arqueologia do Saber, que todo e qualquer texto ou mesmo gesto de um pensador merece, por princípio, a atenção de quem o estuda, e da mesma forma os dos não-pensadores. Uma rede enorme de elementos significantes assim se constitui,1 com a diferença de que para Michel Foucault o essencial se dará numa relativa sincronia (as epistemes de que ele tratou em As Palavras e as Coisas), e para Elias numa decidida diacronia — num trajeto que se estira ao longo dos séculos, cobrindo pelo menos todo o segundo milênio da era cristã, e que destila um sentido, o da civilização entendida como processo, como verbo que se substantiva, o civilizar dos costumes.

Paulo H. Pappen – A Revolta Da Pizza

Posted on Leave a commentPosted in Literatura Brasileira

Daí, quando todo mundo já não tinha mais esperança de que um dia iam finalmente liberar as drogas, resolveram proibir também a pizza.
Botaram a maior invenção da humanidade na mesma lista da maconha da cocaína do crack do cigarro e da cola, e de uma hora pra outra qualquer pãozinho com molho e queijo por cima passou a ser altamente suspeito. Quem fosse pego fazendo, comendo ou com pizza no bolso era condenado a prisão perpétua, mais os espancamentos.
Da noite pro dia, noventa e sete por cento da população italiana foi pra cadeia. Como não tinha penitenciária suficiente pra toda essa gente, tiveram que alugar celas de cadeia na Holanda, o único país do mundo a não entrar na onda de proibição e, portanto, o único lugar com vagas disponíveis no sistema carcerário.
Em Amsterdam, rapidamente se criou um Distrito Amarelo, onde (tendo dinheiro) tu podia comer pizza sem medo de ser feliz.
A resistência no Brasil não foi das maiores, mas foi o suficiente pra eu me sentir convocado à luta. Pus a mão na massa logo que saiu o decreto e chamei uns amigos pra comer pizza lá em casa. Cada um levou um pouco de queijo e tomate, e levaram também a notícia de que, nos supermercados, parecia o apocalipse: todo mundo enchendo os carrinhos de coisas pra colocar na pizza. Porque, acredite se conseguir, todo mundo achava que ia poder fazer pizza pelo menos na própria casa, escondido. Mas já naquela primeira noite a polícia levou uma caralhada de gente pra cadeia, invadindo residências onde o cheiro de manjericão tava muito forte.
Lá em casa não aconteceu nada de horrível, pelo contrário: a gente tava animado.
Quem tava lá: o Augustavo, a Flamínea e a Lasanha.
Parece nome falso né, mas não é. Acontece que eu sempre escolhi meus amigos pelo nome deles.

     

Juarez Fonseca – Ora Bolas: O Humor De Mario Quintana

Posted on Leave a commentPosted in Biografia, Literatura Brasileira

Ora Bolas, para mim, é um livro de humor. Em 1976, pleno boom do novo humorismo gaúcho, amplos espaços abertos no caderno “Guia”, de Zero Hora e no “Quadrão” da Folha da Manhã, editei com Guaraci Fraga a antologia de humor 14 Bis – que se seguia ao livro QI 14, com outros quatorze humoristas, lançado pela Editora Garatuja um ano antes. (mais…)