Elsa Guimarães Oliveira – Educação A Distância Na Transição Paradigmática

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A educação à distância (EaD) no Brasil é, atualmente, um campo em visível crescimento, mas repleto de polêmicas e desafios. Num passado bem recente, a EaD era considerada uma modalidade educacional de segunda categoria, desprestigiada, encarada com desconfiança, especialmente no ensino superior. Hoje, o desenvolvimento das tecnologias avançadas de informação e de comunicação impulsiona o crescimento da EaD, reduzindo os preconceitos em relação a ela.
A introdução das tecnologias de informação e de comunicação (TICs) na educação pode não representar uma inovação pedagógica, pois a utilização de sofisticados recursos tecnológicos em velhas práticas educacionais não é garantia de uma nova educação. Assim sendo, o critério para analisar uma proposta de EaD parece não estar na mediação tecnológica, mas na concepção didático-pedagógica que subjaz tanto ao suporte tecnológico como à sua utilização na mediação pedagógica.
Assim, a EaD necessita de proposta pedagógica diferente da educação presencial e ao mesmo tempo tem de ser igual e até mais exigente do que um curso desenvolvido face a face. Como a EaD é antes de tudo educação, o que é válido na educação presencial deve ser implementado na modalidade a distância. As potencialidades que as TICs oferecem podem tornar aquela modalidade mais próxima da presencial, no que se refere à interação pessoal, e preservar a situação de distância entre professor e aluno, para aperfeiçoar o processo de comunicação mediada, de orientação sistemática e acompanhamento constante voltados para a formação de competências e atitudes que possibilitem, ao sujeito aprendiz, autonomização do processo de aprender sempre, numa autoformação contínua.
O desafio que se apresenta é buscar novos referenciais e novas mediações que possam atender a espaços e tempos diferentes, submetidos também a contextos diferentes. Esse novo jeito de conceber o processo de ensinar/aprender a distância deve afastar-se do modelo estandartizado e massificado de EaD, pertinente à racionalidade técnica, para compor projetos de caráter mais local e destinados a determinados contextos, tomando por base as condições e as possibilidades concretas das instituições e clientelas que deles venham a participar.

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