Larisse Marks – O Egoísmo Como Virtude: Um Estudo Da Vida E Obra De Ayn Rand

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O presente estudo tem como finalidade elucidar os fundamentos do Objetivismo bem como apresentar a filósofa idealizadora desse movimento, Ayn Rand. Devido ao pouco material encontrado em nosso idioma, creio que o tema deste trabalho se justifica pelo desconhecimento da autora em nosso país. Em contrapartida, nos Estados Unidos, a leitura de um de seus romances perde apenas para a Bíblia.
A escolha de explorar essa corrente filosófica surgiu a partir da leitura do livro mais famoso de Ayn Rand, o então chamado Atlas Shrugged, no Brasil chama-se “A Revolta de Atlas”. Apesar de ser uma obra fictícia, ela é uma lição inspiradora para aqueles que acreditam no poder das ideias, da inovação e do trabalho como meio para atingir os seus objetivos. A busca permanente pelo êxito pessoal e profissional é mostrada como uma virtude.
Nessa mesma obra, a autora faz uma análise crítica sobre a forma como os políticos e empresários inescrupulosos atuam, como eles se beneficiam de sua influência e de seus relacionamentos com os agentes do poder, fazendo com que sejam aprovadas leis que lhes são altamente vantajosas. Outro assunto bastante abordado é o uso do altruísmo como um mecanismo de ganho fácil.
Indivíduos que ambicionam uma vida sem empenho recorrem ao paternalismo para viver às custas dos capazes e do governo. Comportamentos que, infelizmente, são recorrentes em nosso país.
Embora o livro tenha sido publicado na década de 50, a relação existente entre a narrativa e o momento político, econômico e social é muito próxima. As poucas referências temporais oferecidas por Ayn Rand, não permitem situar a estória em um período cronológico específico. Alguns críticos creem que o contexto econômico e político criado pela autora remonta à Crise de 1929, outros não hesitam em afirmar que Ayn Rand anteviu algumas situações que já se aproximavam na metade do século passado. Não foi à toa que a revista The Economist e o jornal The New York Times noticiaram que as vendas de “A Revolta de Atlas” aumentaram desde a Grande Recessão em 2007.

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