Dáurea Gramático – Histórias De Gente Do Rádio

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Certa vez, convidada pelo departamento de Cursos Temporários da Universidade Cândido Mendes do Rio a ensinar, numa turma de fora do meio acadêmico, algumas técnicas de jornalismo em rádio, fui surpreendida pelo perfil dos alunos: havia no grupo várias pessoas idosas e algumas aposentadas. Quase todos os participantes do curso eram da cidade do Rio de Janeiro, outras vinham do interior onde trabalhavam em pequenas emissoras e muitos, muitos jovens. O ponto em comum entre eles era o real interesse em aprender e a simpatia, eu diria até amor pelo veículo rádio. Houve tanta procura que tivemos de fazer fila de espera e repetir o curso com várias turmas. Do contato com aqueles simpáticos apreciadores de rádio nasceu a idéia de escrever alguma coisa sobre tanta gente que já passou pelas emissoras deste nosso Brasil. Muitas histórias são impossíveis de serem recuperadas, pois não foram escritas nem gravadas para o futuro. Uma pesquisa mais profunda sobre a história do rádio envolveria financiamentos, viagens, muitas entrevistas e, principalmente, tempo.
Resolvi, então, falar com alguns colegas sobre o projeto, que foi aceito sem restrições. Todos no mercado reconhecem que praticamente nenhuma publicação existe no País falando de rádio. Uma história formal e documentada sobre o veículo interessaria a professores da área e talvez a alunos universitários, mas deixaria de lado os simples apreciadoresdo veículo sem formação acadêmica.
A fórmula mais direta para atingir simples ouvintes, sem levar em conta sua escolaridade e estudantes da área jornalística, era reunir num único volume histórias do dia-a-dia do rádio, envolvendo pessoas conhecidas e ao mesmo tempo tentando passar informações didáticas sobre as técnicas de trabalho e a mecânica de uma emissora.
Ao saber do meu projeto, vários colegas vieram me procurar contando histórias sérias e divertidas acontecidas nas muitas emissoras espalhadas por nossa terra. Ao contar  histórias cujo tema possa comprometer a imagem do retratado, omiti ou troquei os nomes dos personagens. Nos relatos em que os colegas são mostrados em situações normais de trabalho conservei os nomes corretos, pois quem faz certo merece reconhecimento. Espero ter sido justa com todos.

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