A Semana Acadêmica do PPG em Filosofia da PUCRS chegou à 15ª edição no ano de 2015, evento que ocorreu no período de 22 a 24 de setembro. Foram três dias de intensa atividade filosófica com palestras de professores/pesquisadores e sessões temáticas. Em especial, os Grupos de Pesquisa do PPG tiveram papel atuante com debates e apresentações de trabalho de pós-graduandos e graduandos da PUCRS e de outras instituições superiores do Brasil. Ademais, a Semana Acadêmica estimula o debate franco, a pesquisa responsável e a produção de argumentos rigorosos sobre diversos tópicos e problemas em Filosofia. Também proporciona um espaço de publicação de textos de professores, pesquisadores, pós-graduandos e graduandos.
Este terceiro volume dos Anais da XV Semana Acadêmica contém o artigo de abertura do Prof. Fabio Caprio (PUCRS), um dos palestrantes da XV Semana Acadêmica, e textos vinculados aos Grupos de Pesquisa em Filosofia e Interdisciplinaridade e Metafísica e Fenomenologia Hermenêutica. Além disso, contempla textos sobre temas em Dialética e Filosofia da Ciência.

Uma das chaves de leitura dos escritos de Jean-Paul Sartre consiste em percorrer os momentos de seu pensamento, tomando-se como eixo de análise a fenomenologia da imagem. O tema da imagem jamais foi abandonado pelo filósofo, exercendo um papel absolutamente essencial na psicanálise existencial, assim como no método progressivo-regressivo. Nosso objetivo é mostrar como Sartre retorna constantemente a seu projeto de uma fenomenologia da imagem, sobretudo em textos como o Saint Genet e o Idiota da Família.
Sartre não levou a cabo o projeto de escrever uma Estética. O que encontramos em sua obra, além do capítulo de O Imaginário destinado ao Belo na obra de arte, são as numerosas análises de obras e artistas específicos, de modo que a sua estética se oferece pelo exemplo. Como afirma Michel Sicard, talvez seja esta, precisamente, a sua
característica mais marcante: a estética sartriana não é um estetismo. Ao contrário, a estética é em Sartre “perturbação do gênero”, compreensão do estilo, crítica do sentido, descrição do espírito objetivo e da arteneurose, descrição do belo pelo imaginário.

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