Mario Vargas Llosa – Os Chefes & Os Filhotes

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Em um volume único, dois livros fundamentais na obra de Vargas Llosa: Os chefes, seu primeiro livro, publicado em 1959, reúne seis contos sobre desafios, provações e morte; Os filhotes, de 1967, é uma novela de impacto sobre o difícil amadurecimento de garotos na Lima dos anos 1950. São textos envolventes, que mostram toda a força narrativa de um dos maiores prosadores da atualidade. Em relatos impactantes, ele tece a difícil vida de jovens na Lima dos anos 1950: as disputas no colégio militar – que mais tarde voltariam a ser abordadas no clássico romance A cidade e os cachorros -, os traumas que mudam para sempre o destino de uma criança e um duelo de navalhas que só poderá terminar de forma trágica. Vargas Llosa narra também a violência no campo, onde a justiça é feita de forma sumária e os homens não podem confiar em ninguém.. Mario Vargas Llosa é um mestre na arte de contar histórias, e os textos reunidos nesta edição – seu livro de estreia e uma novela – mostram como ele se tornou um dos mais proeminentes escritores da atualidade. A reunião de Os chefes e Os filhotes apresenta um mundo vibrante e imprevisível, poucas vezes visto na literatura.

Nascido em uma família de classe média, único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, seus pais separaram-se após cinco meses de casamento. Com isto o menino não conheceu o pai até os dez anos de idade. Sua primeira infância foi em Cochabamba, na Bolívia, mas no período do governo José Luis Bustamante y Rivero, seu avô obtém um importante cargo político no governo, em Piura, no norte do Peru, e sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade.
Sua obra critica a hierarquia de castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina. Seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Peru. A princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.
Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como “A cidade e os cachorros”, “A Casa Verde” e “Tia Júlia e o Escrevinhador”. Por A cidade e os cachorros recebeu o Prêmio Biblioteca Breve da Editora Seix Barral e o Prêmio da Crítica de 1963. Sua obra seguinte, A Casa Verde mostra a influência de William Faulkner. O romance narra a vida das personagens em um bordel, cujo nome dá título ao livro. Seu terceiro romance, Conversa na Catedral publicado em quatro volumes e que o próprio Vargas Llosa caracterizou como obra completa, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.

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