Robert K. Massie – Pedro, O Grande

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Sobre o pano de fundo da Europa e da Rússia nos séculos XVII e XVIII, desenrola-se a magnífica história de Pedro, o Grande. Coroado aos dez anos de idade, ele foi um czar bárbaro, volátil e feudal, com um pendor para a tortura um reformador progressista e iluminista do governo e da ciência e um estadista de visão e relevância colossais.
Pedro, o Grande, encarnava as maiores forças e fraquezas da Rússia, enquanto ao mesmo tempo foi figura de proa do desenvolvimento de seu país.
Pedro I (Moscou, 9 de junho de 1672 – São Petersburgo, 8 de fevereiro de 1725), apelidado de Pedro, o Grande, foi o Czar do Czarado da Rússia de 1682 até a formação do Império Russo em 1721, continuando a reinar como Imperador até sua morte.
De pouco depois de sua ascensão até 1696, ele reinou junto com seu meio-irmão mais velho Ivan V. Pedro era o filho mais velho do czar Aleixo com sua segunda esposa Natália Naryshkina, vivendo seus primeiros anos tranquilamente até chegar ao trono com apenas dez anos de idade depois de ser escolhido como o novo soberano pela população moscovita.
Sua escolha não satisfez a família da primeira esposa de Aleixo e o exército Streltsi, que fomentaram uma sangrenta revolta junto com sua meia-irmã Sofia que instaurou Ivan como co-monarca e ela como regente em nome dos dois.
Pedro viveu sem ser incomodado no interior pelos sete anos seguintes ao mesmo tempo que Sofia governava o país, finalmente tirando o poder das mãos dela durante uma revolta em 1689 aos dezessete anos. Ele mesmo assim não assumiu o governo pessoalmente, deixando sua mãe e boiardos cuidando do país em seu nome.
Foi importante na modernização e ocidentalização da Rússia, país que já estava muito desfasado em relação às potências ocidentais. Também deu ao seu país grande poder depois de derrotar a Suécia na Grande Guerra do Norte, que ficou marcada pela sua grande vitória na Batalha de Poltava em 1709.
Ao se aperceber de que a Rússia era socialmente e tecnicamente atrasada, resolveu abrir uma janela para o Ocidente, já como czar, a fim de ingressar no país ideias europeias de progresso. Não sem antes recolher a irmã Sofia aos costumes no Convento das Carmelitas.
Empreendeu um périplo de 18 meses pela Europa, em que se fez passar por marinheiro e trabalhar como carpinteiro num estaleiro da Holanda, aprendeu a retalhar a gordura da baleia, estudou anatomia e cirurgia observando dissecação de cadáveres, visitou museus e galerias de arte.

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