Este livro reúne importantes contribuições apresentadas durante os debates realizados no seminário Cidadania e Redes Digitais ocorrido em novembro de 2009, na Faculdade Cásper Líbero em São Paulo. O seminário contou com o apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil, do NIC.br e do W3C Escritório Brasil, bem como com a participação do Fórum de Cultura Digital organizado pelo Ministério da Cultura e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.
O objetivo da iniciativa foi explorar as relações entre as tecnologias de informação e comunicação e a construção e manutenção de direitos nas sociedades em rede.
Além das contribuições do seminário, o livro reúne textos que tratam de diversos aspectos do mundo informacional e suas interfaces com a expansão da cidadania, bem como exploram as ambivalências e as possibilidades da comunicação em redes digitais diante dos desafios de uma esfera pública interconectada. Um dos pontos cruciais dos debates sobre uma cibercidadania é a análise do princípio de neutralidade da rede em relação às possibilidades de bloquear ou discriminar os fluxos informacionais, reivindicado pelos controladores da infraestrutura de conexão. Tal discussão também compõe o cenário de batalhas pela reconfiguração da rede, captadas nesta coletânea como confrontos pela alteração de direitos sociais. Isso fica claro quando se discutem os temas da propriedade intelectual, da construção do comum e das práticas colaborativas no mundo digital.
Por fim, o direito de comunicação em uma sociedade em rede é discutido no cenário da implementação dos processos de inclusão social e de cidades digitais. Os esforços descritivos e teóricos caminharam no sentido de pensar sobre os limites, as possibilidades, os riscos e as oportunidades da participação cidadã, cultural e política, que permita colocar a relação entre Estado, Sociedade, coletivos e indivíduos em um novo patamar; que abra espaço para uma nova transparência, para governos abertos e dados públicos disponíveis em formatos que possam ser manipulados por quaisquer indivíduos, fazendo uso de máquinas ou não, a partir de suas casas ou instituições.

Deixe uma resposta