Opinião Pública, Contradição e Mediação trata de captar o espírito do tempo no conceito, a partir de leituras hegelianas, conectando filosofia, problemas e temas interdisciplinares. Os cenários atuais são atravessados pelas redes em todos os níveis e sentidos. Estamos, permanentemente, conectados. A maioria da humanidade pode expressar sua opinião e dizer o que sente, pensa e deseja. Isto conduz ao caos catastrófico? Esse caos provoca a destruição ou é criativo e inovador?
A Opinião Pública é uma rede de opiniões que expressa a contradição do fenômeno de opinar. A liberdade de imprensa e a liberdade de acesso às redes sociais permitem que as pessoas digam sua opinião. As opiniões são a expressão da oposição de sentimentos, pensamentos e desejos. Essas opiniões conduzem à contradição dos interesses que o cidadão quer defender ou garantir para si
próprio ou para os outros. Qual é a opinião das organizações e instituições sociopolíticas? Quais são as opiniões a serem levadas em conta? Quem estabelece a agenda cotidiana da opinião pública?
Oposições e Contradição são o fermento da opinião pública. As opiniões são, normalmente, diferentes entre os indivíduos. Há uma oposição de opiniões. Há uma
contradição de opiniões, isto é, há uma opinião que se diz contra uma outra opinião. A contradição é uma tensão máxima entre opiniões que se opõem. Esta é a estrutura processual das opiniões que são infinitas, pois cada um pode dizer sua opinião. Há opiniões que são finitas? Como se opõem finito e infinito? Há uma lógica imanente dentro
do opinar? Como é possível articular pensamento e realidade?
Mediações Interdisciplinares incluem todos os boatos e opiniões. Tudo é incluído como explicitação do sentir, pensar e desejar do cidadão. Então, a opinião pública é mediatizada pelo Direito, pela Constituição, pelas organizações socioestatais e pelo tribunal da história.
Opiniões finitas emergem, infinitamente, mediadas na história.

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