A cadeia produtiva do algodão é uma das principais do Brasil e, também, do mundo, sendo responsável por parcela significativa do produto Interno Bruto do agronegócio brasileiro e empregando direta e indiretamente alguns milhões de pessoas no país, o que lhe empresta importância social elevada quando comparada com outras cadeias produtivas. No Brasil, atualmente, são cultivados mais de 800 mil ha de algodão. Esse segmento do agronegócio caracterizase por elevada produtividade, bem superior à média mundial de 624 kg/fibra/ha (2,87 fardos internacionais de 217,7 kg), igualando-se à dos países que irrigam a cultura, como a China e o Egito, e classificando o País entre os sete países – dos mais de 100 produtores de algodão – que obtêm produtividade média de 1.000 kg/fibra/ha, sendo que, praticamente, toda a produção é obtida em regime de chuvas, denominado de sequeiro sem irrigação.
A informação e o conhecimento, duplicados a cada dois anos no contexto atual de globalização, são de vital importância para o sucesso de qualquer empreendimento, em especial na agricultura, onde os riscos são maiores, pois trata-se de manejar a natureza, cujos agroecossistemas são de elevada complexidade física, química e biológica.
O algodão é explorado economicamente em vários estados do Brasil, destacando-se na atualidade o Mato Grosso, Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul, onde os sistemas de produção utilizados e as condições do ambiente (clima e solo) permitem a obtenção de elevadas produtividades. Há uma grande variedade de tipos de exploração do algodão no Brasil, que dependem da cultura (raças e espécies), do tamanho da propriedade, com e sem consorciação com outras culturas, além de outros fatores.

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