Inês Aroso – Jornalismo Na Imprensa Médica Em Portugal

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A medicina possui uma importância social muito relevante, pelo que o jornalismo atribui-lhe um grande potencial noticioso. Por consequência, é visível nos media a quantidade, nem sempre acompanhada por qualidade, de informação relacionada com medicina. No entanto, o foco principal deste livro não são os meios de comunicação social direcionados para o público geral, mas sim um tipo de publicações jornalísticas especializadas em medicina cujos destinatários são apenas os médicos. Mais concretamente, analisam-se os jornais de informação médica publicados em Portugal. Os jornais de informação médica são publicados em suporte impresso e/ou digital. A periodicidade varia, mas os conteúdos são sempre ligados à medicina, numa perspetiva política, económica, socioprofissional, científica, cultural, histórica, entre outras. Ao contrário das publicações médicas de carácter científico, os textos são elaborados maioritariamente por jornalistas, embora os médicos possam ocupar cargos consultivos, diretivos ou escrever alguns artigos. Outra caraterística destes meios é não serem vendidos livremente, em banca, sendo distribuídos aos médicos apenas por correio postal ou através de registo na Internet. É de salientar que a assinatura deste tipo de publicações é gratuita ou possui um montante irrisório, pelo que os lucros destes jornais são obtidos quase exclusivamente através das vendas de publicidade à indústria farmacêutica. Os principais objetivos desta investigação foram:  caraterizar o jornalismo exercido nos jornais de informação médica, analisar as funções que estes desempenham e aferir quais as consequências da dependência económica em relação à indústria farmacêutica. Para atingir estas metas, foram estudadas as três peças fundamentais neste processo: os produtores destas publicações (editoras e jornalistas), o produto (os jornais de informação médica) e a base financeira dos mesmos (a indústria farmacêutica). Assim, analisou-se o conteúdo dos jornais de informação médica e entrevistaram-se diretores e chefes de redação destes meios, bem como responsáveis pela comunicação de empresas do setor farmacêutico.

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