Alcântara Machado – Brás, Bexiga E Barra Funda

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Nas palavras do próprio autor na abertura deste volume, “este livro não nasceu livro; nasceu jornal. Estes contos não nasceram contos: nasceram notícias. E este prefácio, portanto, também não nasceu prefácio; nasceu artigo de fundo. Brás, Bexiga e Barra Funda é o órgão dos ítalo-brasileiros de São Paulo”.
Da geração modernista de 1922, Alcântara Machado morreu cedo, aos 34 anos, mas em sua curta vida conseguiu legar uma valiosa contribuição à história do conto brasileiro. A simplicidade e a acuidade de Alcântara Machado propiciam uma visão da história viva da urbe e de um importante segmento da sociedade paulistana.

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Jean-Claude Bernardet – O Que É Cinema

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Em 28 de dezembro de 1895, Paris assistiu a primeira exibição pública do “cinematógrapho”. Mas nem seus próprios criadores, os irmãos Lumière, acreditavam no sucesso daquele aparelho inicialmente projetado para pesquisas científicas de movimentos. Quase um século depois, o cinema se transformou no mais fantástico criador de ilusões, cuja “impressão de realidade” às vezes se presta à dominação ideológica e comercial.

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João Do Rio – As Religiões Do Rio

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Resultado de uma coletânea de crônicas escritas entre 1900 e 1903, na Gazeta de Notícias, sobre a diversidade religiosa do Rio de Janeiro, este livro de estreia de João do Rio, publicado pela primeira vez em 1904, mantém, até os dias de hoje, grande interesse, talvez por seu pioneirismo estético e ideológico, e certamente pelo envolvimento do autor com o tema escolhido para suas reportagens.
Seu texto tem o mérito de não aplainar, não generalizar. Ao contrário, o autor imprime uma ênfase explícita na diversidade, no respeito a todas as religiões, mesmo sem compartilhar suas crenças.

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Federação Anarquista Gaúcha – Teoria Da Organização Política Anarquista

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Esta publicação é uma obra para favorecer o contato do público com a formação histórico-social do anarquismo e sua organização política. Muita confusão, engano e caricatura tem sido plantada nesse terreno. O trabalho está inserido dentro do critério que consideramos mais rigoroso. Senta suas raízes socialistas e tudo o que implica filosofica e politicamente dentro do contexto das lutas operárias revolucionárias contra o capitalismo.
Desde o berço o anarquismo participa de elaborações teóricas que eram patrimônio de todo o campo socialista, mas faz avançar sua crítica à relações de poder e estruturas dominantes que lhe deram identidade própria. Como prática política radicada em um setor do movimento operário internacional imprimiu uma orientação militante que procurava guardar relação com vias antiburocráticas e antiautoritárias de chegada ao socialismo. Atravessou distintas e cambiantes conjunturas históricas que lhe condicionaram variantes no tático-estratégico. Também sofreu a deriva dogmática de quem elevou a princípios o que só eram táticas que respondiam a uma contingência da luta.

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Luigi Fabbri – A Organização Anarquista

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A idéia anarquista tem, como base primeira, a liberdade individual, mas aqueles que pretendem que a liberdade individual na anarquia seja infinita e absoluta, seriam utopistas no sentido mais ridículo do termo, pois o infinito e o absoluto são conceitos abstratos, configurações mentais sem possibilidade de realização prática. Pois bem, é sempre em nome da liberdade individual que numerosos anarquistas, segundo lhes seja conveniente, ou proclamam o direito de fazer seja lá o que for, inclusive atingir a liberdade e o direito do outro, ou declaram incoerente toda a tentativa de realização revolucionária e de organização pela propaganda.

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Jorge Coli – O Que É Arte

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Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única. Desse ponto de vista, a empresa é desencorajadora: o esteta francês Étienne Gilson, num livro notável, Introdução às Artes do Belo, diz que “não se pode ler uma história das filosofias da arte sem se sentir um desejo irresistível de ir fazer outra coisa”, tantas e tão diferentes são as concepções sobre a natureza da arte.

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Darcy Ribeiro – América Latina: A Pátria Grande

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Primeiro volume da Coleção Biblioteca Básica Brasileira, América Latina: a Pátria Grande reúne textos originalmente publicados entre 1970 e 1980. Tempos de turbilhão, quando a imensa maioria dos países latino-americanos sufocava debaixo de ditaduras que implantaram, com sanha peculiar, o terrorismo de Estado.
O que se destaca é o lado visionário desse apostador no impossível que foi Darcy Ribeiro, a lucidez de suas análises e a validade intocada de cada palavra escrita. Em vários aspectos, ao buscar respostas diante das provocações de sua época, o autor antecipou o que aconteceria futuramente em nossas paragens.

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